Sociedade

Desmantelada uma das maiores redes de contrafação de moeda da Europa. Líder é português

O presumível líder do grupo residia na Colômbia desde meados de 2018 

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou, esta segunda-feira, que desmantelou uma das maiores redes de contrafação de moeda da Europa. No âmbito da operação, intitulada por Deep Money, foram detidas cinco pessoas e apreendidas mais de 1.800 notas falsas de 50 e de 10 euros.

Num comunicado, a PJ explica que desmantelou, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção e com a colaboração da EUROPOL, a rede de contrafação de moeda falsa, comercializada através da designada darknet, numa operação que envolveu oito buscas, domiciliárias e não domiciliárias.

Segundo a mesma nota, foram apreendidas 1,833 notas falsas - 1.290 notas de 50Euro e 543 de 10Euro - num total de 69.930,00 euros e ainda "diversos objetos relacionados com a produção das notas, nomeadamente computadores, impressoras, papel de segurança com incorporação de filamento de segurança, hologramas e bandas holográficas autoadesivas, tintas ultravioleta e tinteiros".

Três homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 26 e os 63 anos, foram detidos pelos crimes de contrafação de moeda e associação criminosa. Todos os detidos ficaram em prisão preventiva.

O líder do grupo criminoso, que era português e residia na Colômbia, foi detido no âmbito de um mandado de detenção Internacional.

"Esta rede criminosa encontrava-se a operar desde, pelo menos, o início de 2017, tendo sido responsável pela produção de mais de 26 mil notas, maioritariamente de Euro 50", refere a PJ.

"As notas falsas eram publicitadas num dos principais mercados da darknet, sendo as encomendas recebidas tanto através de mensagens privadas no referido mercado, como através de plataformas de conversação encriptadas", acrescenta a nota, explicando que, após o pagamento, em regra efetuado através de moeda virtual, "as notas eram enviadas por via postal, a partir de Portugal, local onde se encontravam a ser produzidas".

As notas contrafeitas foram apreendidas em praticamente todo o espaço europeu, mas com maior incidência em França, Alemanha, Espanha e Portugal, num valor superior a 1 milhão e 300 mil euros.

"A elevada qualidade das notas produzidas por esta rede criminosa era reconhecida por todos os compradores, assente na utilização de papel de segurança com incorporação de filamento de segurança, hologramas e bandas holográficas autoadesivas, tintas ultravioleta, marca de água e talhe doce", explica a PJ.

O presumível líder do grupo residia na Colômbia desde meados de 2018 e tem antecedentes por crimes diversos. "Nos últimos dias, as autoridades colombianas procederam à sua expulsão do país, tendo sido detido pela Policia Judiciária, já em território nacional".