Economia

Haitong Bank com lucro de 11 milhões no primeiro semestre

Uma melhoria face aos dois milhões de euros de prejuízos registados nos primeiros seis meses do ano passado.

O Haitong Bank  (antigo Banco Espírito Santo Investimento) registou, nos primeiros seis meses deste ano, um lucro de 11 milhões de euros. Uma melhoria face ao prejuízo de dois milhões registados em igual período do ano passado. Na base da melhoria deste resultado está “um desempenho muito positivo, demonstrando, assim, a sustentabilidade do seu modelo de negócio”, revelou a instituição financeira, em comunicado. A mesma nota garante que o banco “tem sido bem sucedido na originação de um fluxo de negócios relacionados com a China, enquanto se mantém ativo em operações nos seus principais mercados domésticos na Europa e América Latina”. O banco explica que durante estes seis meses não foram registados quaisquer extraordinários com impacto nos resultados.

Já no que diz respeito ao produto bancário, este atingiu os 57 milhões de euros, um crescimento homólogo de 30%. Também o lucro operacional registou um aumento significativo passando dos cinco milhões alcançados nos primeiros seis meses do ano passado para os 18 milhões registados no primeiro semestre deste ano.

Na nota, o Haitong Bank garante que “a posição de capital do banco está entre as mais sólidas do setor, com um rácio CET1 de 24% e um rácio de fundos próprios totais de 30%”.

No que diz respeito à qualidade dos ativos, o Haitong Bank garante ter continuado “a evoluir positivamente durante a primeira metade do ano”, já que o rácio de NPL (crédito não produtivo) fixou-se nos 4,6% em junho deste ano, valor que representa um decréscimo face aos 8,2% registados em dezembro do ano passado.

Wu Min, CEO do Haitong Bank, destaca a importância destes resultados, um “sentido de dever cumprido”. “É com satisfação que podemos afirmar que contribuímos para aumentar a oferta de valor acrescentado do Grupo Haitong”, acrescenta.

Autorização do BdP O Haitong Bank avança ter recebido autorização do Banco de Portugal (Bdp) para o estabelecimento de uma sucursal em Macau. O início da atividade está agora dependente da conclusão do processo de autorização da entidade reguladora local, a AMCM. “Esta autorização é um passo crucial para o desenvolvimento da estratégia do banco no futuro, uma vez que esta sucursal irá promover o fluxo de negócios cross-border não só na chamada Great Bay Area, que inclui Macau, Hong Kong e a província chinesa continental de Guangdong (Cantão), como também noutras partes da China e na região Ásia-Pacífico”, garante a instituição financeira liderada por Wu Min.