Sociedade

Violência doméstica. Homem é condenado depois deixar patroa cega e parcialmente surda

As agressões só pararam depois de a vítima se ter fingido de morta.

O Tribunal Judicial de Guimarães condenou, esta quinta-feira, um homem por homicídio qualificado na forma tentada e crime de furto qualificado, a 6 anos e cinco meses de prisão. Durante o julgamento o homem terá alegado que agia em legítima defesa, depois de um “ataque de fúria da vítima”.

O agressor, cinco anos mais velho, trabalhava no local aos fins de semana e terá agredido a vítima por causa de uma paixão não correspondida. O tribunal deu como provada “a intenção de namorar com a vítima” e a “obsessão” por ela, tendo o agressor dito a alguns amigos que namorava com ela, sem nunca ter tido qualquer tipo de relacionamento.

O caso aconteceu dia 3 de julho, quando os dois se encontravam sozinhos no bar. O arguido terá atingido a vítima no ouvido com uma garrafa de vidro e, de seguida, terá atingido a vítima com um “violento murro” no olho.

O agressor terá depois ainda agredido a vítima com o manípulo da máquina de café, tendo tentado asfixiá-la com um saco de plástico, uma corda e um pau. O agressor só terá parado quando a vítima se fingiu de morta. Depois de roubar 200 euros e um telemóvel trancou a vítima no bar. Só depois a mulher conseguiu pedir socorro à janela, tendo sido socorrida pelos bombeiros e pela GNR.

A vítima, que já tinha problemas graves de visão, ficou cega e perdeu parcial grave da audição, ficando com incapacidade física permanente.

Para além dos 6 anos e cinco meses de prisão, o indivíduo terá ainda que pagar 50 mil euros à vítima, para além de ir suportar os custos de um aparelho auricular.