Internacional

Três mães e seis crianças assassinadas no México

Alex e Julian LeBarón acreditam que as mortes se devem a uma troca de identidade por parte de um cartel de droga

Pelo menos nove americanos foram mortos, esta segunda-feira, durante um tiroteio a uma comunidade mórmon, perto da cidade de Bavispe, a norte do México. Entre as vítimas mortais estão seis crianças.

Um grupo de três mães e 14 dos seus filhos tinham saído da comunidade e dirigiam-se para o estado de Chihuaha quando foram atacados. As viaturas foram encontradas destruídas e queimadas, com os restos de Rhonita Miller e os seus quatro filhos, dois gémeos de sete meses e duas crianças com oito e dez anos, dentro do automóvel, de acordo com a BBC. 

Outra familiar, Dawna Ray Langford, e uma mulher chamada Christina Langford Johnson partiram pouco tempo depois e foram apanhadas num segundo ataque. As duas mulheres foram assassinadas, juntamento com dois dos filhos de Ray Langford, com quatro e seis anos, respetivamente. Seis crianças conseguiram escapar ao ataque e encontram-se no hospital a receber assistência médica. O paradeiro das restantes não é conhecido, sendo que os familiares acreditam que estas tenham sido raptadas ou estejam escondidas na montanha, com medo de serem atacadas. 

Dois familiares das vítimas disseram à CBS This Morning que o FBI já abriu uma investigação aos assassinatos. Alex e Julian LeBarón acreditam que as mortes se devem a uma troca de identidade por parte de um cartel de droga, visto o estado de Sonora, no norte do México, estar a ser disputado por dois gangues rivais, La Línea, que tem ligações com o cartel maior de Juárez, e "Los Chapos", que faz parte do cartel de Sinaloa.

Claudia Pavlovich Arellano, governadora do estado de Sonora, descreveu os autores como "monstros". "Como mãe, sinto raiva, repulsa e uma profunda dor pelos atos covardes nas montanhas entre Sonora e Chihuahua", escreveu no Twitter, em espanhol.

O Departamento Federal de Segurança e Proteção ao Cidadão do México já declarou que as forças policiais foram reforçadas com as tropas da Guarda Nacional, na área do ataque, para proceder às averiguações e às perseguições aos criminosos. 

O Presidente dos EUA, Donald Trump, também já condendou o ataque e as disputa entre cartéis de droga, que já provocaram a “morte de muitos americanos excelentes”:

O presidente oferece ajuda e acrescenta: "Este é o momento para o México, com a ajuda dos Estados Unidos, para declarar guerra aos cartéis de droga e limpá-los da face da terra. Aguardamos apenas uma chamada do seu novo presidente!", pode ler-se na publicação.