Vida

Filho de Isabel II vai abandonar deveres reais após escândalo sexual

Quando interrogado pela BBC sobre uma fotografia em que aparece ao lado da mulher que o acusa de abuso sexual, Virginia Giuffre, com o braço à volta da cintura da vítima, o duque de York diz que não se lembra da imagem e sublinha que não existem provas de que a fotografia não tenha sido manipulada.

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O príncipe André, filho da Rainha Isabel II, vai abandonar as suas funções públicas num “futuro próximo” depois de ter dado uma entrevista no passado fim de semana, considerada “embaraçosa” para a família real britânica. André é acusado de ter abusado sexualmente de uma mulher e de estar envolvido num caso de tráfico sexual de menores com Jeffrey Epstein, o multimilionário norte-americano que alegadamente se suicidou na prisão.

No fim de semana passado, o irmão do príncipe Carlos recusou ter abusado sexualmente de Virginia Giuffre, que afirma que Epstein a obrigou a ter relações sexuais com André, quando ainda era adolescente, três vezes: uma vez em Londres, outra em Nova Iorque e outra na ilha privada do multimilionário.

O duque de York nega e afirma que nunca conheceu Virginia Giuffre. Num dos dias apontados pela mulher, André diz ter certezas de que estava com as filhas e teve de levar uma delas a uma festa de aniversário numa pizzaria.

“Eu estava com as crianças. Levei a Beatrice a uma pizzaria para uma festa, deviam ser 16h00 ou 17h00. A duquesa estava fora e nós tínhamos uma regra simples que era quando um estava fora o outro não estava”, disse o príncipe.

Quando interrogado pela BBC sobre uma fotografia em que aparece ao lado de Virgina Giuffre, com o braço à volta da cintura da jovem, o duque de York diz que não se lembra da imagem e sublinha que não existem provas de que a fotografia não tenha sido manipulada.

“As investigações que fizemos” foram incapazes de provar se esta fotografia foi ou não manipulada, “porque trata-se de uma fotografia de uma fotografia de uma fotografia”, frisou

Apesar de negar estar envolvido no escândalo, o filho de Isabel II pediu permissão à Rainha para deixar de ter deveres reais, segundo um comunicado divulgado pelo Palácio de Buckingham. “Estou, claro, disponível para ajudar qualquer autoridade com as suas investigações se solicitado", informou o príncipe. 

"Continuo inequivocamente a arrepender-me da minha associação mal avaliada com Jeffrey Epstein. O suicídio dele deixou muitas questões por responder, em particular para as vítimas, e tenho profunda compreensão por todos aqueles que foram afetados e precisam de alguma forma de conclusão. Só posso esperar que, com o tempo, consigam reconstruir as suas vidas", acrescentou.