Internacional

Pai acusa rapaz de 10 anos e amigos de atacarem menina e simularem violação no recreio da escola

Caso aconteceu nos Estados Unidos.

Uma escola primária no estado norte-americano de Maryland está em choque, depois de um rapaz de 10 anos e outros dois colegas terem atacado uma menina e ameaçado violá-la no recreio. Além desta criança, outras duas raparigas dizem que foram assediadas pelo grupo no mesmo dia.

De acordo com o News4 Washington, o caso aconteceu no passado dia 29 de outubro na Gale-Bauley Elementary School. Um dos rapazes terá alegadamente colocado o braço em volta de uma das raparigas, enquanto os outros rapazes disseram a uma delas que planeavam violá-la e prenderam-na enquanto simulavam o ato sobre as suas roupas.

As crianças relataram os casos às professoras, mas o pai da menina ameaçada de violação garante que a escola nada fez.

"Eles disseram-lhe que a iam violar, que a f**** com força, e depois simularam isso por cima das suas roupas", disse o pai da menina, acrescentando que a escola apenas ameaçou mudar os lugares dos rapazes na sala de aula e que o vice-diretor da escola os obrigou a fazer uma declaração por escrito.

"Isto não é aceitável para alguém que ameaçou a minha filha de violação", acrescentou.

“Ela fica acordada toda a noite. Chora até adormecer”, contou.

Segundo o pai da vítima, a escola não notificou os outros pais sobre o incidente e alega que apenas descobriu o sucedido depois da filha sair do autocarro em lágrimas. O homem avançou com uma queixa que despoletou uma investigação por parte da escola, que acabou por acusar um dos rapazes, de 10 anos. A menina acabou por ser retirada daquela escola.

De acordo com a ABC7, após o incidente, os pais avançaram com um protesto e assinaram uma petição que levou a que direção da escola se demitisse.

“A 30 de outubro, as nossas três filhas foram ameaçadas repetidamente no intervalo por um grupo de meninos que ameaçou atacá-las e violá-las”, referia a declaração dos pais, que acusa ainda os professores de inação.

A escola disse que está a decorrer uma investigação para apurar o sucedido e defende que não pode adiantar detalhes devido ao facto de se tratar de um incidente que envolve crianças.