Internacional

Franceses que viajaram com portugueses não têm coronavírus

Grupo tinha chegado à base aérea de Istres, no sul de Marselha, provenientes de Wuhan, com sintomas de um possível contágio.

O Governo francês anunciou, esta segunda-feira, que os testes para despistar infeção por coronavírus feitos aos 20 repatriados franceses, que partilharam o avião com os portugueses até Marselha, deram negativo.

“Quando embarcaram no avião, algumas pessoas tiveram alguns sintomas, mas não estão relacionados com o coronavírus, são constipações. Mas é claro que isso precisa ser controlado e foi o que foi feito ainda na base militar de Istres. Todos os testes deram negativo. Mas vão continuar em isolamento, assim como as restantes pessoas”, disse Adrien Taquet, secretário de Estado da Saúde francês, em declarações à BFMTV.

Contudo, estas 20 pessoas foram transferidas para os dois complexos de quarentena criados em França para os repatriados de Wuhan, epicentro do surto, na região de Marselha.

Recorde-se que o Airbus A380, que aterrou em Istres este domingo, foi o segundo avião que repatriou pessoas para a França e a bordo estavam 258 passageiros - 65 franceses e outros cidadãos de 29 nacionalidades.

Os 17 portugueses repatriados de Wuhan chegaram este domingo por volta das 20h30, num C-130 da Força Aérea Portuguesa, ao terminal militar de Figo Maduro, em Lisboa, depois de viajarem até Marselha.

Após a aterragem em Lisboa, o grupo de portugueses foi encaminhado para o Hospital Pulido Valente, um procedimento destinado a detetar um eventual sintoma do coronavírus. 

Apesar de as análises realizadas ainda em Wuhan terem dado resultado negativo, os portugueses repatriados ficarão sob observação nos próximos 14 dias, uma vez que esse é o período de incubação do vírus. Quanto à quarentena, a constituição portuguesa proíbe isolamentos obrigatórios, mesmo que se trate de cenários de crise, como é o caso.