Sociedade

Ministra da Saúde diz que "estão a ser feitos todos os esforços” para responder a eventual surto de coronavírus

A ministra afasta para já a hipótese de o país adotar medidas mais restritivas.

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse esta quarta-feira que o Governo e a Direção-Geral da Saúde (DGS) estão a trabalhar para garantir “que aquilo que é resposta de hospitais de primeira linha, mas também de segunda linha, estão preparados para o caso do surto alastrar, em termos do número” de casos do novo coronavírus em Portugal.

De acordo com a agência Lusa, Marta Temido disse, em Bragança, que a DGS está a acompanhar o desenvolvimento epidemiológico do surto e a tomar as medidas recomendadas.

“Temos confiança no trabalho que estamos a fazer, no envolvimento de todos os profissionais de saúde, em especial da saúde pública, para pudermos garantir a resposta que os portugueses estão à espera. Fazemos todos esforços no sentido de ter a melhor resposta", disse a governante, referindo que é importante articular e coordenar o trabalho “com preocupação máxima e sem alarmismos”.

“É previsível que, com aquilo que é uma situação epidemiológica ainda com muitos desconhecimentos, possamos ter casos no nosso país”, afirmou, realçando que neste contexto, “aquilo que temos a fazer é preparar as respostas necessárias, caso isso aconteça”.

A ministra afasta para já a hipótese de o país adotar medidas mais restritivas - como por exemplo condicionar o acesso a cidadãos provenientes de países onde o surto está confirmado.

“Neste momento não temos recomendações da Organização Mundial de Saúde nem do Centro Europeu de Doenças nesse sentido. Ainda ontem mesmo [terça-feira], os países que fazem fronteira a norte com a Itália, optaram pela manutenção das fronteiras e do livre trânsito das pessoas. Vivemos num mundo onde as pessoas circulam e, portanto, temos de ter a consciência que isso comporta riscos", disse.

Marta Temido destaca ainda a importância da prevenção, relembrando “a lavagem das mãos, o distanciamento social, a forma como se tosse, algum cuidado com aquilo que são as pessoas que vêm de locais onde tem havido transmissão do vírus na comunidade”.

Recorde-se que o Covid-19 já fez mais de 2.700 mortos e mais de 81 mil pessoas foram infetadas.