Economia

Comércio e serviços. Sindicato saúda trabalhadores e pede mais medidas

CESP garante que vendas das cadeias de distribuição alimentar nestes dias tiveram subidas de vendas nas ordens dos 350%.

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) saudou esta segunda-feira os trabalhadores do comércio e serviços “que, com muitos riscos para a sua saúde e bem-estar tudo têm feito para que não falte produtos alimentares nas prateleiras dos supermercados e não faltem cuidados básicos de vida e saúde” para os portugueses.

Ainda assim, o CESP volta a referir os salários baixos que muitos destes trabalhadores recebem e avança que, num momento em que a palavra de ordem é prevenir contágios, “é urgente que o Governo e patrões olhem para o bem-estar dos trabalhadores”, garantindo que as medidas até agora tomadas são “ainda muito insuficientes”.

“Exige-se que se reavalie as condições de funcionamento de todas as unidades comerciais, sempre garantindo a protecção e minimização dos riscos de contágio e a salvaguarda do rendimento dos trabalhadores”, defende o CESP.

O sindicato avança ainda que devem ser tomadas medidas “imediatas” nas unidades de venda de produtos alimentares com o principal objetivo de garantir a desinfeção dos espaços e ainda a atribuição de equipamentos de proteção individual de contágio, “bem como garantia do cumprimento da lei de limitação dos acessos aos espaços comercias”.

A necessidade de maiores medidas no que diz respeito ao encerramento de balcões ou o aglomerado de clientes junto dos trabalhadores são ainda alguns pedidos do sindicato.

O CESP garante ainda: “Estes trabalhadores estão exaustos. As vendas das cadeias de distribuição alimentar nestes dias tiveram subidas de vendas nas ordens dos 350%, há trabalhadores a permanecer nos seus locais de trabalho mais de 8h diárias, demasiado tempo expostos ao risco de contágio”.

E defende: “É preciso garantir que não haverá quebra de rendimentos dos trabalhadores do sector”.