Sociedade

"Alguns queriam calar-nos, mas não nos calamos, cumprindo as regras de segurança", afirmou Isabel Camarinha

Existem pessoas que se estão a aproveitar da situação provocada pela covid-19 para "acentuar a exploração", de acordo com a secretária-geral da CGTP.

Miguel Silva
Miguel Silva
Miguel Silva
Miguel Silva
Miguel Silva

A secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, afirmou, esta sexta-feira, que os direitos dos trabalhadores não devem ser diminuidos devido à crise que o país enfrenta devido ao novo coronavírus e que existem pessoas - individuais e coletivas - que se estão a aproveitar da situação para "acentuar a exploração".

Nas celebrações do Dia do Trabalhador, na Alameda, em Lisboa, Isabel Camarinha começou por dizer estar orgulhosa com a organização dos dirigentes da CGTP no no 1.º de Maio, apesar da covid-19. "Alguns queriam calar-nos, mas não nos calamos, cumprindo as regras de segurança individual e coletiva", afirmou.

"A luta ganha ainda mais atualidade nesta fase da vida nacional, em que está em marcha uma ampla campanha ideológica que pretende incutir que os direitos dos trabalhadores são inimigos da recuperação económica do país", aponta a secretária-geral da CGTP, que defende que não serão necessários "anos e anos de sacrifícios" para recuperar da crise provocada pela covid-19 e nega que seja necessária a aplicação da austeridade. 

 Isabel Camarinha defende ainda que é através da aplicação de mais direitos laborais que o país vai conseguir recuperar mais cedo dos efeitos provocados pelo novo coronavírus.