Cultura

Florian Schneider. O som dos robôs que mudaram o mundo

O músico era um dos fundadores dos Kraftwerk. Morreu aos 73 anos.

Florian Schneider, um dos fundadores do inovador grupo alemão Kraftwerk, morreu aos 73 anos. A notícia foi confirmada ao Guardian por um dos colaboradores do músico, que avançou ainda que o alemão morreu há uma semana.

O jornal britânico revela ainda que o músico lutava contra um cancro. Schneider entrou pela primeira vez no mundo da música alemã com o grupo Organisation, onde floresceu na cena de krautrock, género musical que procurava “expandir” a música com influências do movimento psicadélico, do jazz ou da eletrónica. Contudo, ao apaixonar-se cada vez mais pelas possibilidades da música eletrónica, juntamente com Ralf Hutter, formou os Kraftwerk.

Se, no início, Schneider ainda tocava ao vivo instrumentos como a flauta, o violino ou a guitarra, com o passar do tempo e com a inovação tecnológica, os Kraftwerk passaram a utilizar apenas “máquinas” para fazer música. Depois de Kraftwerk 1 (1971), Kraftwerk 2 (1972) e Ralf and Florian (1973), a banda transformou-se num quarteto e lançou Autobahn (1974), criado essencialmente com o uso de sintetizadores. As suas melodias minimalistas, repetitivas e hipnóticas foram um sucesso e o single chegou ao top-5 nos Estados Unidos e em Inglaterra.

A este disco seguiram-se Radio-Activity (1975), Trans-Europe Express (1977), The Man-Machine (1978) e Computer World (1981), que cimentaram a banda como um dos mais inovadores e influentes grupos de sempre, tornando-se precursores de variados estilos contemporâneos como o synthpop, hip-hop, post-punk, techno, ambient e eletrónica. Schneider deixou a banda em 2008 e viveu uma vida recatada desde então.