Economia

Setor dos casamentos reuniu-se com Governo à procura de soluções

Estudo da Exponoivos concluiu que 86% das empresas reduziram a faturação, 65% entraram em layoff e 35% procederam a redução salarial, na sequência da pandemia de covid-19. 

Os profissionais da indústria dos casamentos apresentaram ao Governo um conjunto de medidas para a retoma da atividade. António Manuel Brito (da Exponoivos), Carla Salsinha (AGA - CRI Couture) e Mário Pinheiro (portal Espaços para Eventos) – que integram o movimento #juntospelocasamento – reuniram-se com o secretário de Estado do Comércio e Serviços, João Torres, para sensibilizar o Governo para a importância da indústria do setor no país e apresentar o Manual de boas práticas para a retoma de atividade na indústria de eventos sociais.

Este dossiê reúne as ideias apresentadas pelos profissionais do setor, que integram o movimento #juntospelocasamento, com o objectivo comum: a retoma de uma atividade paralisada há 3 meses.

Em comunicado, o grupo de empresários afirma que “o Governo reconheceu a elevada importância da indústria do ponto de vista social e económico e demonstrou boa recetividade para encontrar soluções em breve”. “O setor aguarda assim uma mensagem política que enumere o conjunto de procedimentos que precisam adotar de forma a celebrar casamentos, bodas e batizados em segurança, para que as pessoas se sintam seguras e para que se consiga suprimir os casos de contaminação por covid-19”, lê-se ainda na nota.

A indústria do casamento contribui com 0,5% para o PIB nacional, graças a um volume de negócios superior a 900 milhões de euros, e emprega milhares de pessoas. Um estudo da Exponoivos concluiu que 86% das empresas reduziram a faturação, 65% entraram em layoff e 35% procederam a redução salarial, na sequência da pandemia de covid-19. Das empresas inquiridas, 94% tiveram cancelamentos ou adiamentos e desses 65% já tiveram necessidade de adiar mais de 10 casamentos.