Economia

Lucros da Jerónimo Martins caem 36% até junho

Pandemia afetou resultados para operação na Polónia ajudou a compensar quebras.

Os lucros da Jerónimo Martins registaram um queda de 36,2% nos primeiros seis meses deste ano, para os 104 milhões de euros, informou a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“Os primeiros seis meses do ano ficam sobretudo marcados pelos efeitos da disrupção causada pela pandemia no segundo trimestre. Manter a continuidade dos negócios e a estabilidade das cadeias de abastecimento num contexto de crise prolongada e ainda sem fim à vista tem exigido das equipas, aos vários níveis da organização e particularmente àqueles que estão nas nossas lojas e centros de distribuição, resiliência, determinação e compromisso verdadeiramente extraordinários”, diz Pedro Soares dos Santos, presidente do grupo, em comunicado.

As vendas consolidadas do grupo registaram um crescimento de 4,6% para os 9,3 mil milhões de euros. No segundo trimestre as vendas caíram 1,3% para 4,6 mil milhões de euros.

No caso da Biedronka, as vendas, em moeda local, subiram 10,9%. No caso do Pingo Doce foi registada uma redução de 2,9%.

O grupo informa ainda que EBITDA – lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização – desceu 4,9% (-2,7% a taxas de câmbio constantes) para 635 milhões de euros, “penalizado pelo aumento de custos operacionais no contexto da pandemia e pelas medidas de confinamento em vigor ao longo de quatro dos meses do período”.

O presidente do grupo explica que “na Polónia, a Biedronka respondeu aos desafios com grande assertividade, combinando rapidez, flexibilidade e espírito de iniciativa. Esta dinâmica, aliada à relevância das campanhas promocionais, protegeu a rentabilidade da Companhia e resultou em ganhos de quota de mercado”.

Já no caso português, Pedro Soares dos Santos defende que “a economia está a sofrer pela sua sobre-exposição ao sector do turismo e pelas consequências das fortes restrições impostas à actividade de retalho. Estes factores tiveram impacto imediato na rentabilidade dos nossos modelos de negócio”.