Cultura

Associações de eventos enchem Terreiro do Paço com malas de porão como forma de protesto

stamos já a meio do mês de agosto e continuamos sem diretrizes sobre como atuar no terreno, apesar de já haver regras para a realização de espetáculos culturais e para a restauração e hotelaria, ambas com vários pontos em comum com algumas tipologias de eventos" acusa a Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE).

A APECATE juntou-se ao protesto da Associação de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE), que decorre esta terça-feira, em Lisboa, para exigir ação governamental sobre a crise provocada no setor pelo aparecimento do novo coronavírus no país. 

"Este protesto tem como principal objetivo chamar a atenção do Governo para um setor que continua impedido de trabalhar e se sente excluído dos mecanismos de apoio que têm sido ativados no âmbito da pandemia de Covid-19. Faz assim todo o sentido que a APECATE se junte a esta iniciativa", pode ler-se no comunicado enviado ás redações pela APECATE. "Estamos já a meio do mês de agosto e continuamos sem diretrizes sobre como atuar no terreno, apesar de já haver regras para a realização de espetáculos culturais e para a restauração e hotelaria, ambas com vários pontos em comum com algumas tipologias de eventos", salientam ainda.

O protesto decorreu entre as 20h00 e as 22h00, no Terreiro do Paço, e juntou centenas de pessoas. Os protestantes colocaram várias ‘FlightCases’ [malas de porão], com as insígnias de cada empresa, criando assim uma ‘mancha’ visual e ocupando o perímetro da Praça do Comércio”. Foram ainda projetadas “imagens, vídeos e frases que refletem o estado de espírito do setor e que demonstram e sustentam o apagão económico que o mesmo está a sentir” nas fachadas do Terreiro do Paço.