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Estudo revela que sestas a meio do dia podem aumentar risco de morte prematura

Sestas superiores a 60 minutos podem colocar em risco a saúde cardiovascular e aumentar as probabilidades de morte prematura.

Um estudo feito pela Guangzhou Medical University, na China, revela que sestas superiores a uma hora podem trazer consequências negativas para a saúde. Contrariamente à opinião popular de que “uma sestinha a meio do dia nem sabe o bem que lhe fazia”, este hábito pode piorar a sua saúde cardiovascular a até retirar-lhe anos de vida.

O estudo, liderado por Zhe Pan, vai ter os resultados apresentados no próximo Congresso Europeu da Sociedade de Cardiologia. 

A equipa de cientistas chineses analisou os hábitos de mais de 313 mil participantes em 20 estudos em que 39% dos voluntários faziam a sesta. A análise concluiu que sestas com uma duração superior a 60 minutos estavam associadas a um aumento de 30% do risco de morte prematura e ao aumento de 34% do risco de incidência de doenças cardiovasculares. 

Estudos anteriores que analisaram a relação entre a incidência de doenças cardiovasculares e o ato de fazer a sesta tiveram resultados díspares, mas Zhe Pan esclarece que isso aconteceu porque nunca foi tida em conta a duração dos ciclos de sono durante a noite, algo que este estudo considera. 

A relação foi mais evidente entre o género feminino que viu probabilidade de morte prematura subir 22% relativamente a quem não tem por hábito fazer a sesta. 

Mas se as sestas que faz duram menos de 60 minutos, não tem motivos para se preocupar. O líder do estudo afirma que nesse caso, a sesta até pode melhorar a função cardíaca de indivíduos que não dormem bem à noite.

As razões para as consequências prejudiciais das sestas longas ainda não foram 100% apuradas mas pensa-se que podem estar relacionadas com níveis mais elevados de inflamação no organismo o que pode colocar em risco a saúde do coração e mesmo a longevidade.