Sociedade

"Estamos preparados para enfrentar o regresso às aulas"

Além da ministra da Saúde, também Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, falou aos jornalistas e mostrou-se confiante no trabalho efetuado por cada escola para receber os alunos.

A ministra da Saúde, Marta Temido, garantiu, esta segunda-feira, que o país está pronto "para enfrentar o regresso às aulas”.

"Estamos preparados para enfrentar o regresso às aulas e também estamos melhor preparados do que estávamos há seis meses para enfrentar um eventual recrudescimento da doença", disse a ministra em declarações aos jornalistas, depois da reunião com especialistas, políticos e parceiros sociais para analisar a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

A ministra garantiu que o país tem “mais meios, experiência e conhecimento” ainda que o contexto “seja de grande exigência”.

Também Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, falou aos jornalistas e mostrou-se confiante no trabalho efetuado por cada escola para receber os alunos.

O ministro destacou ainda que as regras mais recentes acabam por clarificar “qual é o papel de cada um” no regresso às aulas, desde as escolas às autarquias.

 “Temos de continuar a trabalhar para diminuir os contactos e todos os comportamentos de risco”, disse o governante, que confirmou ainda que o Estudo em Casa irá continuar e que vai haver “novidades em breve” sobre esta ferramenta.

 “O que queremos é que as crianças estejam na escola e é para isso que vamos trabalhar. Se forem interrompidas têm de ser interrompidas no menor espaço e tempo possível”, disse o ministro da Educação.

Na mesma declaração, a ministra da Saúde acabou ainda por falar sobre a situação dos lares. Marta Temido sublinhou que "desde o primeiro momento" os lares e estruturas para idosos são uma preocupação para o Governo e daí as "765 estruturas de retaguarda para apoiar a deslocalização dos utentes e os "mais de 117 mil testes realizados". No entanto, a ministra anunciou que se irá “procurar uma maior celeridade na resposta”.

 “Optámos fazer rastreio, teste de assintomáticos, numa fase precoce. Vamos continuar a investir naquilo que são os testes feitos num período de tempo muito rápido para deteção e tratamento”, disse a ministra da Saúde.