Opinião

O dia D do Regime e o pânico da esquerda

A histeria e o pânico que a esquerda – e também aquela direita mole e amorfa que não interessa a ninguém – mostrou nos dias seguintes é bem esclarecedora quanto a esta inevitabilidade : a direita pode mesmo vir a ser Governo em Portugal em breve.

O que sucedeu na Região Autónoma dos Açores mudou definitivamente o panorama político português: a esquerda, muito particularmente o PS, provaram do próprio veneno e deram-se os primeiros passos para o fim do socialismo na República.

A histeria e o pânico que a esquerda – e também aquela direita mole e amorfa que não interessa a ninguém – mostrou nos dias seguintes é bem esclarecedora quanto a esta inevitabilidade : a direita pode mesmo vir a ser Governo em Portugal em breve.

O que sucedeu – repito – na Região Autónoma dos Açores foi o início do fim do socialismo em Portugal nos próximos anos.

A estratégia da esquerda e da falsa direita já se percebeu qual vai ser: acenar com o ridículo fantasma do fascismo e com o cordão sanitário em torno do racismo. Absurdo. 

Primeiro, porque, se o Chega fosse um partido racista e de extrema direita nem sequer seria permitido em Portugal, nem teria autorização para ir a votos. Depois, porque toda a gente já percebeu que a grande maioria dos novos  quadros do Chega provêm dos partidos do arco da governação e, em algumas zonas do país, do PCP. 

Claro que podem sempre ter-se tornado em grandes fascistas nos últimos dois ou três meses...

É apenas de uma questão de poder que se trata para o Partido Socialista, daí a revolta do primeiro-ministro, que sente o chão a fugir lhe dos pés e a maioria sólida da ‘Geringonça’ a desvanecer-se.

O que aconteceu inaugura um tempo novo. 

Claro que só assim será se a direita tiver coragem de se assumir para uma verdadeira rutura de sistema, desde a reforma  do sistema político até à profundas mudanças na Justiça. 

Só assim será se se tiver a coragem de implementar um novo modelo de governação económica e de repartição de rendimentos entre os portugueses, pondo fim a esta lógica de estarem uns a trabalhar para sustentar quem prefere não fazer nada.

Só assim será possível este tempo novo, esta rutura, esta transformação política pela qual os portugueses tanto anseiam.

Se não for para isso, não contem com o Chega, pois não são os lugares que nos movem. 

E sem o Chega duvido que seja possível qualquer espécie de maioria à direita em Portugal. Pelo menos, até ao fim do século.