Economia

Consumo de cimento em Portugal cresceu 10,6% em 2020

De acordo com a AICCOPN, observou-se no ano passado a uma estagnação no nível do licenciamento de edifícios habitacionais, embora se tenham verificado realidades diferentes ao nível da construção nova e das obras de reabilitação: enquanto na construção nova se assistiu a um aumento de 2,0% nos edifícios licenciados e de 2,6% nos fogos, na reabilitação de habitações o número de licenças emitidas registou uma quebra de 7,2%.


O consumo de cimentou em Portugal aumentou, em 2020, 10,6% para 3,57 milhões de toneladas, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN). “Em 2020, o consumo de cimento no mercado nacional registou um expressivo aumento de 10,6% para 3,57 milhões de toneladas, prolongando a tendência positiva iniciada em 2017, sendo necessário recuar a 2011 para se encontrar um ano com um consumo superior ao atual”, refere a entidade em comunicado.

De acordo com a AICCOPN, observou-se no ano passado a uma estagnação no nível do licenciamento de edifícios habitacionais, embora se tenham verificado realidades diferentes ao nível da construção nova e das obras de reabilitação: enquanto na construção nova se assistiu a um aumento de 2,0% nos edifícios licenciados e de 2,6% nos fogos, na reabilitação de habitações o número de licenças emitidas registou uma quebra de 7,2%.

Já o novo crédito concedido para aquisição de habitação, em 2020, totalizou 11 389 milhões de euros, montante que corresponde a um aumento de 7,2%, face a 2019 e a um novo máximo anual desde 2008. Relativamente ao valor de avaliação bancária atribuído às habitações, no âmbito da concessão de crédito, o ano de 2020 termina num novo máximo histórico de 1156 euros por metro quadrado (m2), o que traduz um aumento de 6,0% em termos homólogos.

Neste particular, o destaque vai para a Região Autónoma da Madeira, onde o número de fogos licenciados em construções novas aumentou, neste período, 28,3% (de 368 para 472 em 2020) – o valor de avaliação bancária na habitação nesta região em dezembro era de 1179 euros/m2 (+4,4% em comparação com 2019).