Cultura

Artistas poderão atuar ao vivo no Festival da Eurovisão

Testes e isolamento obrigatório fazem parte das medidas do novo plano de segurança sanitária para a realização da Eurovisão, em Roterdão. "Isto não são férias, é um trabalho que precisa de ser feito", afirma o diretor executivo do Festival.


A União Europeia de Radiodifusão (EBU, na sigla em inglês), responsável pela organização do Festival Eurovisão da Canção, anunciou, na terça-feira, o novo plano de segurança sanitária para que os representantes dos 41 países a concurso possam atuar ao vivo em Roterdão, nos Países Baixos.

O protocolo foi realizado tendo em consideração as orientações do Instituto Nacional para a Saúde Pública e o Ambiente holandês e foi aprovado pelas autoridades sanitárias daquele país. "Este protocolo demonstra o nosso compromisso em fazer acontecer o festival, com a saúde e a segurança de todos os presentes, incluindo equipas e imprensa, na maior prioridade", afirma a EBU, em comunicado. 

Assim, prevê-se que todos os participantes internacionais do concurso, sejam artistas, membros das delegações – que este ano ficam limitadas a 20 pessoas, em vez de, em média, 38 – ou da imprensa, sejam submetidos a um período de isolamento obrigatório de cinco dias antes de viajarem para os Países Baixos, além de terem de apresentar um teste negativo à covid-19 até 72 horas antes da viajem. Em Roterdão, as equipas só podem abandonar o hotel para participar em atividades desenvolvidas pelo festival, como ensaios e atuações em direto.

As equipas responsáveis pela instalação do palco e outras infraestruturas na Ahoy Arena, que irá receber o festival, serão testadas regularmente. 

"O objetivo é claro: prevenir a transmissão do vírus durante o evento. Se alguém testar positivo, o nosso protocolo de isolamento é ativado, apoiamos as autoridades de direito com o rastreamento e tomamos medidas adicionais se necessário", lê-se.

E o que acontece se um participante testar positivo? Para estes casos, a organização já tinha anunciado, em novembro de 2020, que os artistas a concurso irão gravar previamente, no seu país, uma versão da sua atuação para ser exibida no dia do concurso.

Em declarações à BBC, esta quarta-feira, o supervisor executivo da Eurovisão, Martin Österdahl, afirmou que os concorrentes terão mesmo de comparecer nos Países Baixos.

"Isto não são férias, é um trabalho que precisa de ser feito", disse. No entanto, realça que a "prioridade número um" será o cumprimento das medidas sanitárias e de segurança. "Queremos evitar que as pessoas comecem a abraçar-se e a beijar-se em momentos de maior alegria. É algo que pode sempre acontecer mas que não recomendamos, este ano", sublinhou.

Sobre a presença de público na plateia, Österdahl afirma que o objetivo é ter "a Eurovisão mais normal que conseguirmos". "Esperamos conseguir ter público: faz uma diferença enorme na atmosfera da transmissão, se tivermos pessoas presentes".

A 65.ª edição do Festival Eurovisão da Canção realiza-se nos dias 18, 20 e 22 de maio, em Roterdão, nos Países Baixos, depois de o holandês Duncan Laurence vencer a edição de 2019, com o tema "Arcade". Em 2020, o certame foi cancelado devido à pandemia de covid-19. Portugal irá escolher, no próximo sábado, o seu representante, através do Festival da Canção.