Internacional

Todos os olhos sobre Harry e William

Usando leitores de lábios e até especialistas em expressões faciais, todos os tabloides querem saber se os príncipes irmãos se entendem.

No meio da tragédia que atingiu a família real britânica, com a morte do príncipe Filipe, aos 99 anos, todos os olhos estão sobre os seus netos, Harry e William, desavindos há algum tempo, uma tensão que se agravou desde que Harry e a sua mulher, Meghan, deram uma entrevista conjunta a Oprah Winfrey. A sua perseguição pelos tabloides, a falta de apoio da Casa de Windsor, e mesmo casos de racismo contra Meghan e o filho do casal, Archie – foram alguns dos temas debatidos, e William não terá ficado nada satisfeito que as tricas da realeza fossem parar às bocas do mundo.

Harry já aterrou no Reino Unido, para o funeral do avô, pondo os pés no país pela primeira vez desde que se afastou da realeza, ficando de quarentena em Frogmore Cottage, a sua residência no Castelo de Windsor. Deixou para trás Meghan, que está grávida do segundo filho do casal, e que terá ficado na Califórnia por conselho do seu médico.

Contudo, os dois filhos do príncipe Carlos nem sequer caminharão lado a lado, enquanto escoltam o caixão do avô da capela, este sábado (ver texto ao lado). O seu primo, Peter Phillips, ficará entre os dois irmãos, segundo os detalhes divulgados pela casa real. Serão observados bem de perto pelo habitual aparato dos tabloides britânicos, de especialistas em expressões faciais a leitores de lábios, segundo o Guardian.

Mesmo assim «tenho a certeza de que os membros da família real quererão, mais que tudo, mostrar uma frente unida, e realmente mostrar o seu apoio à Rainha», considerou Emily Nash, correspondente para a realeza da revista cor-de-rosa Hello!, à NBC. «Vai haver escrutínio intenso dos irmãos no sábado. Todos vão estar à procura de qualquer pista sobre como se estão a sentir, como se estão a dar».

«Nós esquecemo-nos que a família real é uma família, e que tem os mesmos altos e baixos que a maioria de nós tem», acrescentou Victoria Howard, diretora do The Crown Chronicles. «Quando alguém morre, dá-te espaço para pensar e uma hipótese de reflexão».