Sociedade

Índia lançou alarme ao anunciar mutação "Delta Plus" mas esta não é uma novidade

Atualmente, existem 24 casos desta mutação em Portugal, que é uma das linhagens da variante Delta, e que já era conhecida por mutação nepalesa.


Esta terça-feira, a Índia lançou o alarme ao anunciar a existência de uma mutação da variante Delta mais “forte” e mais “transmissível” – a Delta Plus. No entanto, ao contrário do que parece, esta variante do vírus SARS-CoV-2 já não é uma novidade, incluindo em Portugal. Aliás, o facto de esta variante ter sido detetada no país foi mesmo uma das justificações usadas por Inglaterra para retirar Portugal da lista verde de viagens turísticas e que inicialmente foi denominada de “mutação nepalesa”.

Note-se que a variante Delta, que já foi detetada em mais de 90 países, e que teve origem na índia, é a variante do SARS-CoV-2 que está já a dominar 60% dos novos casos de covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo. Contudo, no domingo, dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) indicavam que apenas 2,5% dos casos associados à variante Delta apresentavam a mutação K417N, que é designada de Delta Plus, e que foi anunciada pela Índia como uma novidade.

Quando Inglaterra anunciou a decisão de retirar Portugal da lista verde, as bases internacionais de compilação de análises de sequenciação mostravam que estavam confirmados 90 casos destes em todo o mundo, 12 em Portugal e 36 em Inglaterra. Trata-se de uma mutação que também já tinha sido identificada na variante sul-africana, e que tem sido motivo de vigilância mais apertada por poder significar menor eficácia vacinal, o que ainda está em estudo.

Já esta quarta-feira, em declarações aos jornalistas, a ministra da Saúde, Marta Temido, fez uma atualização destes dados no país.

Segundo a governante, há agora 24 casos da variante Delta Plus, que é “uma das linhagens da variante Delta”.

“Sabemos desde há muito tempo que, enquanto não tivermos conseguido superar esta pandemia de uma forma total, estaremos expostos às mutações e às novas variantes”, disse. “E portanto, temos de manter sempre a mesma prudência de manutenção de medidas não farmacológicas de proteção individual, porque isso é a melhor forma de nos protegermos neste contexto de extraordinária incerteza”, rematou.

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