Economia

Bancários do BCP e do Santander em greve esta sexta-feira

Santander Totta prevê ter menos 685 trabalhadores. Já foi acordada a saída com 400. BCP anunciou despedimento coletivo de 62 trabalhadores, saíram antes 700.


Os trabalhadores do BCP e do Santander vão estar esta sexta-feira em greve. Em causa está um processo de despedimento nas duas instituições financeiras.  No último encontro, com a administração do Santander Totta, as estruturas sindicais garantiram, que o banco foi “irredutível” no despedimento de 210 pessoas. “Apesar de tudo terem feito para evitar este desenlace, nunca se furtando ao diálogo e à negociação, apresentando soluções alternativas em cada momento, tanto no BCP como no Santander, não foi possível vencer a intransigência das administrações – e mesmo depois de terem já reduzido cerca de dois mil postos de trabalho”, referem os seis sindicatos que estão na base desta convocação.

Recorde-se que o Santander Totta pretende a saída de 685 trabalhadores. Para já, foi acordada a saída com mais de 400 trabalhadores (reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo). Havia 230 funcionários com os quais não tinha chegado a acordo, pelo que poderão ser abrangidos por despedimento, mas o número não é definitivo pois o processo não está fechado.

Já o BCP anunciou num despedimento coletivo de 62 trabalhadores. Quanto a outras saídas, o banco chegou a acordo com cerca 700 trabalhadores para saírem por rescisão por mútuo acordo, reforma antecipada e pré-reforma.

Os sindicatos têm acusado os bancos de repressão laboral e de chantagem para com os trabalhadores, considerando que os estão a forçar a aceitar sair por rescisões (sem acesso a subsídio de desemprego) ou por reformas antecipadas. Isto ao mesmo tempo que têm elevados lucros: o BCP registou lucros de 12,3 milhões de euros no primeiro semestre (menos 84% do que no mesmo período de 2020), enquanto o Santander Totta apresentou um resultado líquido de 81,4 milhões de euros (menos 52,9%).