Internacional

Bebé nasce com cauda de 12 centímetros e com bola na extremidade no Brasil

Caso foi partilhado em revista científica internacional.

ivulgação/Journal of Pediatric Surgery Case Reports
ivulgação/Journal of Pediatric Surgery Case Reports

Um bebé prematuro nasceu com uma cauda de 12 centímetros, com uma bola na extremidade. O caso, que aconteceu em 2020, em Fortaleza, no Brasil, foi publicado na revista científica Journal of Pediatric Surgery Case Reports em março deste ano e ganhou agora destaque na imprensa internacional.

O bebé, que nasceu aos oito meses de gestação, foi encaminhado para o Hospital Infantil Albert Sabin, onde foi avaliado e decidido que seria feita uma cirurgia, uma vez que não havia qualquer perigo neurólogico.

Ou seja, a cauda não tinha nervos ou osso, acabando o procedimento por ser de menor complexidade e tendo sido realizado apenas uma semana depois de a criança chegar àquela unidade hospitalar.

De acordo com o site brasileiro G1, a Secretaria da Saúde do Ceará, estado onde de localiza Fortaleza, explicou que o caso teve origem numa alteração na regressão da cauda embrionária - que geralmente desaparece à nona semana de gestação - não existindo ainda um estudo sobre a origem deste tipo de caso.

A mesma fonte destacou que a criança está bem e que estes casos são raríssimos, tendo sido registados 40 casos semelhantes a nível mundial.

Já na revista internacional, os autores do artigo explicam que caudas humanas são anomalias raras e surgem no meio da parte inferior da coluna vertebral. Além disso, o artigo refere que a mãe do bebé foi a oito consultas durante a gestação e não consumia álcool ou drogas ilícitas. Contudo, continuou a fumar cerca de 10 cigarros por dia. Não há, no entanto, nada que confirme uma relação entre o consumo de tabaco e a anomalia.

Sublinhe-se que já em 2019, um bebé também nasceu na Colômbia com uma cauda de cerca de 13 centímetros e o caso acabou por se tornar viral. A cirurgia para a sua remoção durou uma hora e, na altura, o médico responsável explicou que todos os seres humanos já tiveram uma cauda, mas o organismo acaba por absorvê-la, com a ação dos glóbulos brancos. “Se os glóbulos brancos não fizerem isso completamente, uma cauda pode ser deixada para trás”.