No Meio de Nós

Esta Greta!

A Greta resume o estado de espírito em que vivemos desde há muito tempo: chateados, amargurados, irritados, revoltados, violentos...


Esta Greta é uma pessoa muito estranha! À medida que vão passando os dias, já nem sei o que hei de pensar. Uma rapariga vinda dos países nórdicos, menor de idade, que passa a vida entre Itália, Irlanda, Inglaterra, Estados Unidos e não está na escola? É alguém que está acima da própria escola e portanto alguém que está acima da própria lei. Ora o objetivo da Greta é criar leis para que os homens obedeçam. Ora, se ela quer que os homens obedeçam a determinadas leis e ela própria não obedece, é no mínimo uma contradição.

Eu pergunto-me: a Greta não devia de estar na escola a aprender? O que faz ela de país para país a manifestar o seu amor pela natureza? 

Ela seguramente não é portuguesa! Porque se fosse portuguesa teria já tido o mesmo destino dos irmãos Mesquita Guimarães: chumbava!

O problema é que não há uma Greta no mundo, há muitas Gretas!!!

A Greta resume o estado de espírito em que vivemos desde há muito tempo: chateados, amargurados, irritados, revoltados, violentos. 

A Greta é uma parábola da sociedade contemporânea. É uma pessoa estranha! A minha avó costumava dizer: ‘Casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão’. É assim que nos encontramos hoje em dia: ralhar, ralhar, ralhar. Nós precisamos de parar, pensar e refletir. Agir para mudar a nossa vida. 

Abro os noticiários e em cada dia parece que vivemos no mundo completamente destruído: os militares, os diamantes, os políticos, o diz que diz, uma enxurrada de coisas negativas no mundo que mais parece uma história saída dos livros da apocalíptica do fim dos tempos.

Não tenho dúvida que estamos doentes. Profundamente doentes! Uma sociedade que se encontra incapaz de ver as coisas maravilhosas que existem nesta vida, os milagres que em cada dia acontecem, quer por ação do homem quer por ação de Deus, é uma sociedade com inteligência mirrada, que deixou de acreditar em si próprio.

Hoje, já não é mais a Igreja que fala dos pecados, das faltas e das imperfeições. Hoje o homem está a tomar consciência que está profundamente ferido. Hoje já não são os cristãos que falam do Pecado Original, mas é a própria sociedade a tomar conta de que o pecado humano está a acabar com a harmonia primordial.

A Igreja, é pena, está a perder a sua força vital na luta contra o pecado. Hoje, mais do que nunca, é necessário que apareça alguém que traga uma boa notícia para o mundo.

Não nos podemos conformar com este mundo, como diz São Paulo, precisamos de mudar de mentalidade.

Mas como podemos nós mudar de mentalidade? Como podemos nós acabar com esse círculo de morte em que estamos envolvidos? Como podemos nós sair disto? Estaremos nós a tornar-nos as Gretas do futuro?

Podem-me chamar ingénuo. E é verdade! Eu sou um ingénuo. Podem-me chamar de irrealista! E também é verdade! Eu também sou muitas vezes irrealista. Mas a beleza dos textos que em cada dia leio nas Sagradas Escrituras ajuda-me a sair deste ciclo de morte, destas cadeias de insatisfação que em cada dia entram pelas nossas casas.

Como são belos sobre os montes, os pés do mensageiro, que anuncia a paz que traz a boa nova e anuncia a salvação, diz o profeta Isaías. O futuro da Igreja está aqui: ser um arauto da paz, trazer aos homens a aceitação da sua própria realidade. O anúncio de que é possível hoje viver feliz, estar feliz!