Economia

Elétricos. Miio repudia aumento "brusco" das tarifas de carregamento

Em causa está uma atualização da tarifa para 30 cêntimos, o que, segundo a Miio, representa um aumento de mais de 75% face ao valor anterior (17 cêntimos).


A Miio, empresa comercializadora de eletricidade para a mobilidade elétrica, manifestou-se contra a alteração da tarifa da Entidade Gestora da Mobilidade Elétrica (EGME), atualmente a cargo da empresa MOBI.E, regulada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). 

Em causa está uma atualização da tarifa para 30 cêntimos, o que, segundo a Miio, representa um aumento de mais de 75% face ao valor anterior (17 cêntimos).

"Opomo-nos e repudiamos um aumento tão brusco, num momento em que esta tarifa tinha pouco mais de meio ano", começa por referir a empresa em comunicado.

A Miio considera ainda que "o modelo que foi implementado em Portugal pode prosperar e até ser líder", no entanto, "a afixação do novo montante destas tarifas vem retirar credibilidade ao modelo, podendo mesmo vir a inviabilizá-lo", avisa.

Também a Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE) tinha classificado, na semana passada, as novas tarifas como “complemente desajustadas” e defendido que a introdução das mesmas vinha em “contra a corrente do atual momento de desenvolvimento da Mobilidade Elétrica em Portugal, na Europa e no Mundo”