Sociedade

Ama ilegal detida em Lisboa por maus-tratos e abandono de crianças

Menor agredida com bastão terá levado à descoberta de ‘creche ilegal’ em Marvila.

Ama ilegal detida em Lisboa por maus-tratos e abandono de crianças

A PSP deteve, esta sexta-feira, em Lisboa, uma mulher por maus-tratos e exposição ao abandono de crianças, de quem tomava conta na sua habitação, na zona de Marvila, que funcionaria ilegalmente como creche, "sem as mínimas condições".

Três crianças foram retiradas a uma mulher com 67 anos, "por se encontrarem em perigo”, explica a PSP num comunicado.

As autoridades foram até à habitação da mulher em causa depois de terem recebido um alerta de uma escola, por causa de uma aluna, menor de idade, que terá sido vítima de maus-tratos com um bastão e que foi transportada para um hospital, depois da intervenção de uma equipa do programa Escola Segura.

Posteriormente, as autoridades foram até à residência, onde teriam ocorrido os maus-tratos, para recolher provas, mas "ninguém abriu a porta, apesar de várias insistências e de ser perfeitamente audível o som de um aparelho televisivo", lê-se na nota da PSP.

Mais tarde, a PSP conseguiu intercetar a proprietária da residência no exterior da habitação. A mulher acabou por permitir a entrada dos agentes em sua casa, tendo sido encontrada “uma criança, com um ano de idade, completamente abandonada à sua sorte, no interior de um berço".

A mulher "tomava conta, permanentemente, de cinco crianças, todas menores de idade", enquanto os seus pais se dedicavam em exclusivo à atividade laboral".

Era remunerada pelo serviço, embora não declarasse qualquer montante relativo ao funcionamento do que se assemelhava a um serviço de creche, “em regime de 24 sobre 24 horas, sem as mínimas condições de segurança e de bem-estar para as crianças que lá residiam, colocando em flagrante e grave comprometimento a integridade física e psíquica dos menores".

A PSP apreendeu ainda um bastão, semelhante ao dos agentes de autoridade, que terá sido "o objeto utilizado na agressão" à menor, que deu origem à descoberta do caso, além de duas armas utilizadas em artes marciais.

A suspeita foi constituída arguida, tendo ficado sujeita a medida de coação de termo de identidade e residência.

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