Sociedade

PJ e FBI desmantelam site onde se vendiam dados pessoais

Site suportava esquema internacional de compra e venda de dados e informações pessoais.

PJ e FBI desmantelam site onde se vendiam dados pessoais

A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou e apreendeu em Portugal, em colaboração com os norte-americanos do FBI, um servidor que alojava um site denominado “WT1SHOP”, através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), com a colaboração da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática (UPTI). Site este que “suportava um esquema criminoso para a compra e venda de dados e informações pessoais, obtidos através do acesso ilegítimo, intrusão e captura de credenciais de milhões de utilizadores de internet e plataformas online”, segundo revelou a PJ.

No âmbito desta apreensão terão sido encontrados cerca de seis milhões de dados e informações de identificação pessoal, principalmente dados sobre documentos de identificação como passaportes, cartas de condução digitalizadas (mais de 25 mil cartas e passaportes foram encontrados), contas bancárias, cartões de crédito e credenciais de acessos a diversos sites e serviços (entre eles instituições financeiras, contas de PayPal, de e-mail, cartões de identificação, acessos remotos a computadores e servidores).

A PJ revelou ainda que a este repositório de dados estava associado um fórum composto por  aproximadamente 106.273 utilizadores e 94 vendedores registados, que “usando mecanismos de pagamento suportados em moedas virtuais, nomadamente a bitcoin, compravam e vendiam todo o tipo de dados pessoais referidos, gerando receitas na ordem dos quatro milhões de dólares americanos”.

 

Dados divulgados

A notícia da apreensão deste website surgiu ao mesmo tempo que o jornal Público noticiava que ficheiros com dados pessoais alegadamente pertencentes a 115 mil clientes da TAP foram publicados na noite de segunda-feira, após a companhia aérea ter sido alvo de um ataque informático em agosto deste ano. O grupo de hackers Ragnar Locker ameaçou publicar até 1,5 milhões de dados pessoais, conforme o diário avançou, revelando estarem incluídas informações como nome, morada, data de nascimento, nacionalidade, contacto telefónico, entre outros

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