Economia

Metalurgia. Preço da energia afeta desempenho

Conclusão é de um estudo da Crédito y Caución.


Depois de um forte crescimento em 2021, o mercado mundial de metais pode atravessar um período de abrandamento em 2022 e 2023. De acordo com o recente relatório da Crédito y Caución, o impacto da invasão russa da Ucrânia “está a afetar negativamente o desempenho do setor na Europa”. E explica que nos mercados avançados, “as empresas metalúrgicas e siderúrgicas beneficiaram da forte procura acumulada e da acentuada subida dos preços dos metais em 2021 e princípios de 2022”.

Isto, acrescenta, traduziu-se em margens acrescidas e numa maior resistência financeira. “Além disso, a redução parcial das tarifas alfandegárias para as importações de alumínio e aço por parte dos Estados Unidos apoiou a produção e as exportações da União Europeia. Um terceiro motor para o recente crescimento do setor foram os estímulos fiscais que apoiaram a procura de metais e de aço em mercados chave como os Estados Unidos e a China”.

Contudo, a seguradora de crédito diz que o setor enfrenta alguns riscos de baixa a curto prazo. O principal é a invasão russa da Ucrânia. Uma guerra mais prolongada afetará negativamente o rendimento do setor na Europa até 2023, na medida em que os elevados preços da energia continuarão a pesar sobre a produção metalúrgica e siderúrgica, enquanto o pior desempenho económico de muitos países tem impacto sobre a procura dos principais setores compradores”.

E diz que um segundo fator desestabilizador passa pelos problemas na cadeia de fornecimento. “A procura de metais e de aço poderia aumentar se os constrangimentos na cadeia de fornecimento afetassem as indústrias compradoras chave, como o setor automóvel ou a construção”, lê-se na nota onde diz ainda que “o endurecimento progressivo da política monetária poderá debilitar ainda mais os gastos dos consumidores e os investimentos em setores como a construção, a engenharia ou o setor automóvel”.

Para a Crédito y Caución não há dúvidas que o setor metalúrgico e a siderurgia apresentam “um risco elevado e muito elevado em Espanha, no Brasil, China, Coreia do Sul, Japão, México, Portugal, Singapura, Taiwan, Tailândia e Turquia”.

Apenas Itália e Suécia apresentam um risco baixo ou muito baixo. O risco situa-se em níveis moderados na Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia, EUA, França, Hungria, Índia, Indonésia, Irlanda, Nova Zelândia, Países Baixos, Polónia, Reino Unido, República Checa e Suíça.

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