Crítica musical

Dire Straits - Dire Straits

É um álbum adulto, criado por músicos (pelo menos dois deles já bastante experienciados) e que teriam porventura aqui a sua última oportunidade para tornarem-se bem sucedidos. 

Dire Straits - Dire Straits

1978
Banda:
guitarra e vocais: Mark Knopfler
guitarra rítmica: David Knopfler
guitarra baixo: John Illsley
bateria: Pick Withers

produzido por Muff Winwood 
Basing Street Studios – Londres

por Telmo Marques

Quando me perguntam qual o melhor álbum debutante de todos os tempos, a minha resposta tende a recair sempre no título acima. Porquê?!!!

Simplesmente porque é um álbum adulto, criado por músicos (pelo menos dois deles já bastante experienciados) e que teriam porventura aqui a sua última oportunidade para tornarem-se bem sucedidos. 

Quando és um puto sempre fascinado por música e vês-te rodeado nos 80's pelos Durans Durans e Adam Ant's desta vida, sabes obrigatoriamente que terá de haver alternativa a esse pop trash, e, pelo menos no meu caso, decidi ir à procura disso mesmo.

E foi assim que, mais de uma década depois, já com os Dire Straits confortavelmente estabelecidos como uma das maiores bandas do mundo, e eu já com alguma literacia ao nível do inglês, deparo-me novamente com este álbum, que é em si só, toda uma ode a uma Inglaterra dos idos de '70, que começa em Newcastle, passando por Leeds e terminando inevitavelmente em Londres.

Desafio o leitor a ouvir desde logo as primeiras notas de Down To The Waterline, com o pedal da guitarra Fender de Mark Knopfler, quase a imitar o barulho dos navios que eram (não sei se ainda são) fabricados nos estaleiros de Newcastle Upon Tyne, sendo Tyne o rio que banha a referida cidade.

A segunda faixa chama-se Water of Love que, julgo nem mesmo o próprio Mark Knopfler saberá o significado, mas que tem uma eloquência rítmica bastante pujante, quer ao nível da guitarra (slide) quer ao nível da bateria.

Setting me Up é talvez a música mais "uptempo" de todo o álbum, principalmente tocada ao vivo.
toda a 1ª parte do LP está repleta de "pequenas jóias", não existindo, na minha modesta opinião, qualquer espaço para "fillers"...!!!

O lado B do álbum começa com uma música sobre uma paupérrima banda de jazz, que ironicamente ou não, se auto intitulava The Sultans Of Swing.

Pouco ou nada há a acrescentar sobre esta música. uma das mais tocadas na rádio de todo o sempre, em todas as longitudes e latitudes.

Haverá mesmo alguém que não conheça esta música?!!!

Os licks de guitarra deu-nos a conhecer mais um "guitar-hero", numa altura em que as ondas de rádio, principalmente no Reino Unido e Estados Unidos, estavam bastante mais direccionadas para o punk rock.

Sendo o lado B, igualmente como o lado A, simplesmente deliciosos, torna-se assim na minha perspectiva, a escolha perfeita para melhor 1º álbum de sempre, mas claramente sujeita a escrutínio do leitor.

Opiniões contrárias e fundamentadas serão sempre bem vindas...!!!

P.S. - A título de curiosidade, o álbum vendeu mais de 10.000.000 de cópias em todo o mundo, nada mal para uma banda que tinha acabado de lançar o seu 1º álbum...!!!

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