No meio de nós

Vou comprar uma cabra!

Sabem os que vos digo: os meus pais têm uma casa na Sertã. Vou comprar uma cabra e umas galinhas e vou-me transferir para lá! Isto aqui é o faroeste. 


Se querem descansar um pouco, visitem Turim! É uma cidade linda, com imensas coisas para ver e com comida ótima. Há uma relíquia escondida, na catedral, mas com um significado enorme: O Santo Sudário, isto é, o pano que envolveu o corpo de Jesus no túmulo. Dizia-vos eu, se querem descansar um pouco, visitem Turim, mas se forem de avião não apanhem nunca um táxi.

Esta semana, às quatro e meia da manhã, apanhei nos Restauradores um táxi para o aeroporto. Pelo caminho perguntei-me porque não conseguia ver o contador, porque tinha o taxista o banco deitado para a frente, porque tocou duas vezes no contador? Quando cheguei ao aeroporto percebi: «São 21,30 euros», disse-me ele! 

Pedi fatura, tirei a matrícula e enviei queixa para o IMT (é que diz no site da ANTRAL que devemos fazer), mas passaram cinco dias e não obtive nenhuma resposta! Não espero sequer obter resposta ou se obtiver não vão resolver nada e este homem continuará a roubar. 

Esta é a minha experiência dos últimos anos… a impunidade total! 

Há uns meses avariou-se a máquina de lavar louça e inundou-me a cozinha. Chamei um daqueles senhores da empresa de especialistas chamada Fixando! O senhor veio, arranjou-me a máquina de lavar. Dei-lhe 160 euros (que pensei ser um exagero). Duas horas depois vi que aquilo que fixou foi mesmo a minha carteira. Afinal, a máquina de lavar louça já não inundava a cozinha, não que tivesse arranjada, mas porque o tal senhor fechou a torneira de segurança. Logicamente, se não entra água na máquina, não sai água, não há inundação.

Evidentemente fiz queixa. Apresentei uma queixa na polícia por burla. Fui burlado! Mas afinal, passado umas semanas recebi uma carta do tribunal a dizer que o caso tinha sido arquivado, porque o senhor não me burlou. Três páginas de catequese para me explicar qual é a definição de burla. Portanto… nada. 

Já tinha apresentado queixa na plataforma Fixando, mas podem imaginar o que me disseram: não temos nada a ver com os prestadores de serviços… somos apenas uma plataforma…

Há uma semana cheguei ao meu carro e vejo a polícia a rebocar-me o carro. Claro que não fiquei contente, mas a verdade é que estavam a fazer o que deviam fazer: eu estacionei num sítio proibido e a polícia só faz o que deve fazer, isto é, remover o carro! Não fiquei contente, mas o que me fez rebentar de fúria foi quando me pediram os documentos. Tirei o telemóvel e abri a plataforma id.gov.pt onde tenho a carta de condução, o cartão de cidadão e o registo de propriedade do meu carro. O agente disse-me: «Isso não é válido! Só foi válido durante a pandemia!».

Há mais de meio ano recebi uma carta da NOS a dizer que uma Irmandade da minha paróquia – da qual eu sou o representante legal – devia umas centenas de euros. Eu achei estranho porque nunca fiz nenhum contrato com a NOS. Deram-me o Contrato, mas não me deram mais nada, porque está sob a proteção de dados. Mas esperem: se os dados são meus eu não deveria poder aceder aos dados? Fiz queixa à Proteção de Dados que me responderam a dizer que a NOS tem de facultar os dados… reencaminhei o email em agosto para a NOS, mas até agora não obtive resposta. Também apresentei queixa na polícia, mas até ao momento não tenho qualquer resposta.

No domingo de Ramos, de 2021, na Avenida da Liberdade, caiu-me um ramo em cima do carro. Apresentei queixa na Câmara de Lisboa. Assumiram a culpa, mas um ano depois, estava com o carro amolgado, sem receber o dinheiro para arranjar o carro. Fiz queixa ao Provedor de Justiça que me respondeu que tudo estaria resolvido dentro de um mês. Um ano e meio depois, recebo os 1500 euros. Agora tenho um problema: como não tinha dinheiro quando me deram o orçamento não mandei arranjar. Agora, já tenho dinheiro, mas o arranjo do carro é mais caro. 

Sabem os que vos digo: os meus pais têm uma casa na Sertã. Vou comprar uma cabra e umas galinhas e vou-me transferir para lá! Isto aqui é o faroeste. 

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