Roubaram para jogar, mentiram compulsivamente, chegaram a estar 12 horas no casino e passaram fome, apesar de receberem bons salários. Um jurista, um estudante, uma técnica superior e um antigo quadro de topo contam na primeira pessoa como viveram o pesadelo do vício.
Reformado (antigo quadro de topo de uma multinacional), 72 anos: ‘Cheguei a ir para o casino vestido de uma certa maneira porque achava que só assim ganharia’
Jurista, 39 anos: ‘Para sobreviver, eu precisava de ir ao casino’
Técnica superior, 65 anos: ‘Vestia qualquer coisa por cima do pijama e ia jogar o resto da noite’
Estudante, 22 anos: ‘Se não fossem os meus amigos, ia perder tudo. Estava cego com a adrenalina’
Insultos, provocações, ameaças de morte, socos e até cabeçadas fazem parte do dia-a-dia dos fiscais da EMEL. Bruno Sousa ficou com um lábio rebentado, Luís Carlos quase foi atropelado por uma condutora e José Figueiredo ficou uma semana de baixa. Só no ano passado registaram-se 39 situações de agressão.