A razão por que agora os responsáveis dos países da Europa estão a ser, porventura, excessivos connosco é precisamente por se sentirem enganados nos elogios que nos fizeram. É humano.
Na miséria daquela época, Pearl Buck soube descobrir a China de sempre.
Como lhe cumpre enquanto Estado soberano, a China irá em breve pôr termo à destruição de uma cidade florescente do seu território nacional.
A China é forte, frágil e tímida. A sua força é a sua fragilidade. Vive hoje a ameaça do êxito. Por isso, Deng Xiaoping conteve declaradamente a exposição externa, anunciando-a para «quando estivesse preparada».
E não estava Wuhan cheia de empresas europeias? E de serviços secretos de tantos países? Durante três ou quatro dias, as autoridades locais, por ignorância ou medo da varridela que viria, tentaram resolver o problema in loco.
Não deveria o Ocidente procurar no modelo chinês algo que seja útil para corrigir as disfunções gritantes do nosso modelo?
‘Se não fosse Hong Kong, Macau ainda poderia ter administração portuguesa’
Quem viveu entre os chineses sabe que não passa pela cabeça de nenhum obrigar alguém a ser como ele é, a viver como ele vive. O que querem é que os deixem ser como são.
Hoje não há comunismo na China, há capitalismo! Xi Jinping não é um novo Mao, mas sim a face de uma ditadura meritocrática seletiva, que reprime implacavelmente qualquer contestação à sua autoridade.
Se Trump ganhou a primeira guerra do século XXI, o povo chinês ganhará a paz.
Picasso não resistiu a experimentar o pincel chinês. Só que tentou e não conseguiu desenhar nada com ele!.
Reagimos da pior forma perante o mérito do ‘outro’. Perante o sucesso dos melhores de nós, a riqueza dos judeus, os êxitos de ingleses, alemães e americanos – e agora à reemergência da China, ‘natural’ pelo seu passado milenar, pela dimensão populacional e pela resiliência induzida pelas determinações da geografia e as vicissitudes da História.
Em Macau não há ditadura nenhuma e ‘venceram’ o vírus. Não foi milagre, foi obra de seres humanos.
Numa perspetiva freudiana, trata-se de manifestações de zelo beato, supostamente antifascista, que lembram as denúncias ao Santo Ofício com que muitos demonstravam a pureza da sua crença. Inventa-se o ‘fascista’ para bode expiatório do pecado próprio.
«Talvez seja melhor ler uns livros durante uns anos antes de começar a dar opiniões». Vasco Pulido Valente
Infiltrado em todas as instâncias de poder, usando as greves ou a chantagem delas, o PCP foi impondo leis perversas, bloqueando as reformas a governos complexados e timoratos, a pensarem na reeleição – preocupação que é a grande fragilidade da democracia.
Depois de ilibado no tribunal de 1ª instância, vi-me arguido num processo-crime resultante da queixa de um ex-namorado da senhora jornalista…
De um Pacheco Pereira – Zeus enfastiado e condescendente a explicar a verdade aos pobres mortais – a um Sá Fernandes como nunca o imaginei – reproduzindo uma argumentação sem sentido, a roçar o acéfalo, no debate lúgubre na TVI contra um André Ventura pescador de votos –, aqui estamos todos (também eu…) a cair…