Cultura

Novo filme de António-Pedro Vasconcelos estreia a 25 de Setembro

O novo filme do realizador António-Pedro Vasconcelos, intitulado "Os gatos não têm vertigens", que sublinha o poder da amizade e do amor, vai ter estreia nacional a 25 de Setembro, segundo a produtora, a MGN Filmes.

Neste filme, com argumento de Tiago Santos e António-Pedro Vasconcelos, o realizador quis abordar um drama social, o afecto e uma história de amor, colocando-se a si mesmo a pergunta: para que serve o cinema perante tempos de crise?

Numa entrevista, no ano passado, durante as rodagens feitas em Lisboa, recordou os filmes que fez sobre o trabalho infantil ("Jaime") e sobre a vida dos ex-combatentes da guerra colonial ("Os imortais"), concordou que o cinema tem de mostrar a realidade, mas reconheceu que não pode deixar os espectadores mais deprimidos, nem "vender-lhes escapatórias".

"A única coisa positiva de que eu posso falar às pessoas é o amor. É o meu único filme de amor, verdadeiramente. Precisei de chegar a esta idade, para conseguir falar do amor como eu gostava", resumiu.

A história de amor é vivida entre uma professora, Rosa, e um tradutor, Joaquim (Maria do Céu Guerra e Nicolau Breyner), cuja ligação é tão forte que não acaba depois da morte dele, que irá acompanhar a amada como um fantasma.

E o filme é também a história de Jó (João Jesus), 18 anos acabados de fazer, numa família problemática, num bairro difícil, que irá conhecer Rosa, de quem receberá o afecto que nunca teve por parte da família.

Quando Rosa descobre Jó no terraço, em vez de chamar a polícia para prender alguém que aos olhos de qualquer outra pessoa seria um miúdo marginal, decide acolhê-lo, e confiar nele de uma forma mesmo inesperada para o jovem.

Juntos, descobrem que têm muitas experiências para trocar e que há fortes laços emocionais que nascem das circunstâncias improváveis do seu encontro e das suas vidas.

Sobre o filme, os três atores, entrevistados pela agência Lusa na mesma altura, elogiaram sobretudo o guião, por ter uma história que "está bem metida na realidade portuguesa", como afirmou Maria do Céu Guerra.

Nicolau Breyner destacou, na altura, tratar-se de um "cinema de história, de humanidade, que fala de pessoas, sobretudo".

"Os gatos não têm vertigens" marcará ainda a estreia no cinema de João Jesus, actor de 23 anos que passou pela escola do Teatro de Cascais, por peças aí encenadas e que entrou na série televisiva "E depois do adeus".

João Jesus preparou-se para esta personagem com a sua própria experiência de vida, contou à Lusa.

Em "Os gatos não têm vertigens", com José António Loureiro, na direcção de fotografia, e Tino Navarro, na produção, entram ainda atores como Ricardo Carriço, Fernanda Serrano, Afonso Pimentel e Adelaide João.

O filme conta também com uma canção original de Ana Moura na banda sonora.

Lusa/SOL