Sociedade

Funeral do irmão de Sócrates pago por conta do motorista

Como não tinha rendimentos oficiais que justificassem o dinheiro que tinha colocado nas mãos do amigo empresário, Sócrates terá passado a usar também a conta do próprio motorista para ocultar a proveniência das verbas, imprescindíveis para conseguir fazer face a algumas das elevadas despesas que fazia e que dariam nas vistas pagas em notas. Assim, entregava o dinheiro a João Perna, que este depositava no seu banco para despesas do patrão que implicassem transferências bancárias ou cheques.

Através da sua conta, o motorista pagou a Sócrates viagens, compras de supermercado e o mais que fosse necessário. Isso mesmo aconteceu logo em Agosto de 2011, quando Sócrates, acabado de sair de cena com a derrota nas legislativas, perdeu o irmão, António Pinto de Sousa, vítima de uma doença pulmonar. Sem suporte na sua conta oficial na CGD – que publicamente assegurou ser a única que manteve durante 25 anos – foi através da conta do motorista que foram pagas as cerimónias fúnebres do irmão.

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felícia.cabrita@sol.pt