Tecnologia

O WhatsApp chegou ao computador. Mas não chegou para todos

Tornou-se a plataforma de conversação mais popular do momento e foi adquirida pelo Facebook por um valor astronómico. Mas o WhatsApp tinha até ontem uma séria limitação: estar ‘preso’ ao smartphone.


Na quarta-feira, porém, passou a estar disponível no computador através do endereço web.whatsapp.com (mas apenas no browser da Google, o Chrome), logo após um anúncio do CEO Jam Koum no Facebook – que mereceu um like de Mark Zuckerberg.

O web client do WhatsApp sincroniza as mensagens do smartphone e do desktop, mantendo todas as conversas acessíveis.

iOS excluído

Mas ainda há um obstáculo à omnipresença deste serviço. Para já, os utilizadores do WhatsApp no iPhone não vão poder aceder à versão desktop. Koum justifica esta exclusão com as “limitações da plataforma Apple”. Algo difícil de compreender, uma vez que outros programas de chat como os da Google e do Facebook estão simultaneamente disponíveis em iOS e noutras plataformas.

Para activar o WhatsApp no desktop, os utilizadores devem actualizar a app e scannar o QR code disponível em web.whatsapp.com.

Guerra às apps ilegais

Ao mesmo tempo, a empresa ameaçou com acção legal os responsáveis por aplicações não oficiais que até aqui permitiam a utilização do WhatsApp e a personalização do serviço, nomeadamente a WhatsApp+, que entretanto foi retirada do mercado. Os utilizadores destas apps não autorizadas estão também a ser castigados pelo WhatsApp, havendo relatos de pessoas banidas do serviço durante 24 horas.

A empresa disse ao site TechCrunch que irá prosseguir com “acção agressiva” contra as apps ilegais, justificando estar em causa a experiência de utilização em que a companhia tem investido, citando casos de mensagens perdidas e riscos de acesso indevido a dados pessoais.

Mais de 700 milhões de pessoas utilizam actualmente o WhatsApp. A app começou a ser concebida em 2009 por dois antigos funcionários da Yahoo! que viram rejeitadas as suas candidaturas para um lugar no Facebook. No ano passado, a companhia de Mark Zuckerberg acabou por adquirir a start-up de Jam Koum e Brian Acton por quase 20 mil milhões de dólares.

pedro.guerreiro@sol.pt 

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