Sociedade

Fraude no GES envolve primo de Sócrates

Um primo de José Sócrates está envolvido em transacções de terrenos da Escom em Angola, através das quais o Grupo Espírito Santo (GES) mascarou a exposição do BES aos negócios imobiliários naquele país, em 2013.

José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, que foi já investigado no caso Freeport e é um dos suspeitos na operação Monte Branco, está envolvido no negócio do Condomínio da Bela Vista, em Benguela, cujo valor foi empolado de forma fraudulenta para favorecer as contas da Escom - uma empresa do GES e do empresário Hélder Bataglia. Na altura, José Paulo  ganhou nove milhões de dólares.

O SOL teve acesso a nova documentação que demonstra que este condomínio faz parte de um grupo de cinco projectos em que mais de 500 milhões de dólares da dívida da Escom ao BES Angola (BESA) foram escondidos do Banco de Portugal (BdP). Isto através de uma operação complexa de transferências de créditos da Escom para sociedades-veículo, por valores surreais.

No fundo, para não provocar grande mossa ao BES em Portugal, o malabarismo financeiro serviu apenas como um perdão de dívida encapotado à Escom. Mas essa operação teve o impacto de uma bomba-relógio no BESA, que emprestou o dinheiro àquelas sociedades - sem historial operacional - com base em activos sobreavaliados.

Leia este texto na íntegra na edição impressa do SOL, já nas bancas

*em Angola

felicia.cabrita@sol.pt

joao.madeira@sol.pt