A coordenadora do Bloco de Esquerda já reagiu à derrota do partido, colocando a ascensão do Chega nestas eleições legislativas no centro do seu discurso. Catarina Martins considera este “um dia difícil e um mau resultado”.
Líder do bloco afirmou que “na democracia ninguém está dispensado”.
Fruto ou não da tendência crescente do PSD em sondagens, Costa finalmente descalçou a maioria absoluta e admitiu disponibilidade para conversar com “todos os partidos”. Todos menos o Chega, esclarece.
Coordenadora do Bloco de Esquerda diz que objetivo é trabalhar “agenda de medidas e metas para quatro anos”.
A coordenadora do partido, Catarina Martins, garantiu confiar nas autoridades de saúde e nas decisões que vão ser tomadas sobre a matéria e defendeu a importância de “todos se sentirem seguros para irem votar”, nas eleições que vão ocorrer no próximo dia 30 de janeiro.
Catarina Martins apontou o dedo ao PSD e ao PS por não terem ainda apresentado os seus programas eleitorais.
“O compromisso da esquerda é outro e enfrenta as manobras do poder absoluto, o nosso compromisso é com o povo e não temos duas palavras”, defendeu.
Coordenadora do BE não gostou do que ouviu da boca de Costa na entrevista à RTP e esclareceu.
Na ótica da bloquista, haviam outros caminhos a percorrer antes do chumbo do OE 2022, mas “a ambição da maioria absoluta levou o PS a recusar um entendimento”.
O BE está numa situação mais grave: talvez Catarina Martins queira fazer o papel populista de ataque e de simples reivindicação, sem se ater às realidades.
Catarina Martins quer eleições “o mais depressa possível”, mas tendo em conta a questão da campanha eleitoral, que deve ser “esclarecedora” num momento em que o país precisa de “definição e não de impasse”.
A líder do Bloco de Esquerda considera que a posição do Governo é de uma “enorme irresponsabilidade”.
Reunião em São Bento, entre Catarina Martins e o primeiro-ministro, António Costa, não trouxe avanços.
Resultados vão ser avaliados este sábado na Mesa Nacional. Líder justifica com ‘polarização’ em alguns concelhos.
“O poder local é de uma grande proximidade. É nas juntas de freguesias que conseguimos ter uma ligação mais próxima, de resolver problemas do quotidiano, da vida nas vilas e cidades. Esta é uma eleição muito importante”, afirmou em Lisboa depois de ir votar, em declarações transmitidas pela SIC Notícias.
O PAN já entregou, na quarta-feira, um projeto lei para levar o assunto à Assembleia da República. Desde o Bloco de Esquerda ao PSD, os líderes dos partidos defendem que o tempo de luto parental em vigor na lei é insuficiente para os pais que perdem os seus filhos.
Líder do BE diz que convenção decorreu sem “nenhuma proposta para o país”.