Em março de 1776, o filósofo e economista Adam Smith publicava o livro “A riqueza das nações”, um tratado sobre o comportamento dos mercados que introduzia o conceito de uma “mão invisível” capaz de orientar a economia mesmo sem qualquer entidade reguladora.
Foi o ultimo ato oficial de Cavaco Silva como Presidente cessante a cerimónia de cumprimentos na sala dos Embaixadores no Palácio Nacional da Ajuda.
Foram os piores inimigos durante anos. Paulo Portas escreveu rios de tinta sobre o que achava serem os defeitos do então primeiro-ministro, Cavaco Silva, nas páginas do Independente.
No dia em que passou o testemunho a Marcelo Rebelo de Sousa, Cavaco Silva não sai sem polémica. Teve direito a elogios de Marcelo e de Ferro Rodrigues, mas ficou claro que está longe de ser uma figura consensual e que os índices de popularidade baixíssimos com que sai de Belém se traduzem nos aplausos…
Na segunda-feira seguinte ao Congresso do PSD na Figueira da Foz, dia 20 de maio de 1985, Maria Cordoeiro, secretária de Francisco Pinto Balsemão, interpelou-me ao pequeno-almoço no Xenu, snack-bar na Rua Duque de Palmela, por baixo do edifício do Expresso:
Nos 40 anos de democracia, Cavaco esteve mais de 20 nos corredores do poder: primeiro como ministro das Finanças de Sá Carneiro (1979-80), depois como primeiro-ministro (1985-95) e finalmente como Presidente da República (2006-16), tornando-se o político português mais influente do pós 25 de Abril.
É uma nota curta aquela que Cavaco Silva deixa aos portugueses para fechar um ciclo de 30 anos no poder. No site da Presidência da República, Cavaco deixa uma “mensagem pessoal” em 220 palavras para se despedir e desejar “os maiores sucessos” a Marcelo.
Cavaco Silva é o político com o mais longo ciclo de poder na história da nossa democracia. Vinte dos quarenta anos do regime tiveram-no como primeiro-ministro (a década 1985-95) ou como Presidente da República (2006-16). Mas chega ao fim da vida política com índices de popularidade mínimos. Como é possível? A resposta está nos tempos…
Conselho de ministros presidido pelo PR aprovou medidas e celebrou “normalidade institucional”
O Presidente da República, que abandona o cargo na próxima semana, preside hoje a um conselho de ministros especial que tem como tema o mar, uma das questões a que Cavaco Silva dedicou mais discursos durante o seu mandato.
Cavaco Silva não quer voltar a Belém depois de Marcelo Rebelo de Sousa tomar posse como Presidente da República, na manhã do dia 9, no Parlamento.
O Presidente da República aceitou o convite de António Costa para presidir a um Conselho de Ministros especial, que será dedicado ao mar, um dos temas prioritários na agenda de Cavaco Silva em Belém.
O ainda Presidente da República Cavaco Silva promulgou esta sexta-feira a adoção por casais homossexuais e as alterações à lei do aborto.
Barack Obama é @Potus (President of the United States) no Twitter, onde tem nada mais, nada menos do que 6.191.134 seguidores. Ali, além de informações sobre a sua agenda, é comum ver o homem mais poderoso do mundo a trocar mensagens jocosas com outros políticos norte-americanos através de ‘tweets’. Também outro chefe de Estado e…
António Bagão Félix, Luís Campos e Cunha e Vítor Gaspar vão ser condecorados pelo Presidente da República na próxima sexta-feira, avança o Jornal de Negócios.
O Parlamento confirma hoje os diplomas vetados por Cavaco Silva sobre a lei do aborto e a adopção por casais gay. Com a esquerda unida para obrigar o Presidente a promulgar as leis que tinha devolvido à Assembleia, todos os ataques se viraram contra Cavaco.
O parlamento volta a discutir e a votar hoje os diplomas que eliminam as taxas moderadoras na interrupção voluntária da gravidez (IVG) e o que abre aos casais do mesmo sexo a possibilidade de adoção de crianças.
António Guterres recebeu hoje das mãos do Presidente da República a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, numa cerimónia calorosa que teve a particularidade de juntar dois protagonistas da vida política portuguesa que se defrontaram há 20 anos (quando o primeiro era líder do PS e Cavaco Silva primeiro-ministro).