O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, anunciou hoje que a instituição vai iniciar na segunda-feira o programa de compra de dívida pública e privada, esperando uma subida da inflação na zona euro.
O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, defende uma reestruturação “inteligente” da dívida da Grécia, considerando que um perdão total seria inaceitável para os credores, numa entrevista hoje publicada na Alemanha.
Portugal volta hoje ao mercado para uma emissão de dívida a 10 anos, esperando captar até 1.250 milhões de euros, segundo o IGCP, que gere a dívida pública portuguesa.
O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, afirmou hoje que a dívida portuguesa vai iniciar em 2015 “uma trajectória descendente”, considerando que o rácio sobre o PIB “cairá vários pontos” este ano.
A dívida das administrações públicas na ótica de Maastricht fixou-se em 128,7% do PIB em 2014, acima do verificado em 2013 e da meta fixada pelo Governo para o ano passado, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
O governo da Grécia prometeu hoje um perdão parcial das dívidas dos cidadãos e empresas que aceitem pagar uma fracção da dívida ao Estado, para tentar recuperar parte dos pagamentos considerados incobráveis.
A falta de saldo nas contas bancárias é o principal motivo de rejeição de cheques e de débitos directos em Portugal. E é também um barómetro das dificuldades que as famílias ainda enfrentam, apesar do fim de ciclo de austeridade que o Governo quer transmitir.
A dívida pública da Grécia ascendeu em 2014 a 185% do Produto Interno Bruto (PIB), dez pontos acima do nível de 2013, informou hoje o ministro-adjunto das Finanças, Dimitris Mardas.
A renegociação da dívida não é consensual e no PS está longe de estar fechada uma solução. Mas esta semana António Costa deu um passo que o afasta de uma posição mais radical.
O presidente do Conselho Económico e Social (CES), Silva Peneda, defendeu a necessidade de reformar a zona euro e duvida que seja possível manter a moeda única numa zona com 18 dívidas diferentes e geridas cada uma por si.
A proposta grega de indexar o pagamento da dívida pública à evolução do PIB não é uma novidade: tornou-se célebre depois da crise da América Latina nos anos 80, com vários países em desenvolvimento a reestruturarem a dívida para flexibilizar os pagamentos. A vantagem é diminuir o risco de incumprimento do país devedor.
Atenas propõe substituir títulos de dívida externa por outros, designadamente indexados ao crescimento económico, segundo o plano exposto ao diário Financial Times pelo ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis.
A chanceler alemã, Angela Merkel, reiterou hoje a sua recusa de um alívio da dívida grega, quando parece empenhada em evitar um encontro directo com o recém-eleito primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.
O líder parlamentar do PS afirmou hoje que o primeiro-ministro apresenta uma versão da história recente orçamental que é um conto da “carochinha”, enquanto Passos Coelho contrapôs que a “lição moral” socialista é acrescentar dívida à dívida.
A câmara de Lisboa terminou o ano de 2014 com uma dívida consolidada de 617,7 milhões de euros, menos 25,5 milhões do que no ano passado (643,2 milhões), segundo resultados provisórios apresentados hoje pelo vice-presidente do município.
Ninguém sabe se as eleições gregas e as negociações entre a Europa e um provável Governo Syriza vão evoluir para uma catarse ou originar um pathos de sofrimento com as agruras do destino. Mas, por mais que se romanceie, uma coisa é certa: é impossível a Grécia pagar toda a dívida pública que contraiu e…