Ex-ministro da Administração Interna já comunicou a decisão à Federação de Setúbal do PS.
Questionada pelo i, Procuradoria Geral da República sugere consulta de processo no DIAP de Évora para “informação circunstanciada”. PSP não comenta.
Acusação coloca elemento do Corpo de Segurança da PSP no carro do ministro, quando o polícia ia no carro de trás.
Sobre a demissão de Eduardo Cabrita, anunciada ontem após ser conhecido que o seu motorista foi acusado de homicídio por negligência pela morte de um trabalhador na A6, Rui Rio diz que o ministro “já deveria ter saído”.
A cerimónia, que decorreu no Palácio de Belém, contou com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com o primeiro-ministro, António Costa, e com o ministro exonerado, Eduardo Cabrita.
No dia em que o MP acusou o motorista de Eduardo Cabrita de homicídio por negligência e condução perigosa, o ministro demitiu-se para impedir ‘aproveitamento político absolutamente intolerável’. Já estava acertado com o PM que seria assim. António Costa frisou que ‘a acusação nada diz sobre o ministro’.
Marcelo Rebelo de Sousa aceitou a demissão de Eduardo Cabrita e a nomeação da ministra da Justiça como sua substituta.
“Sempre disse que o Eduardo é a melhor parte de mim. Não é ‘apenas’ o meu amor, o grande amor da minha vida, é também a pessoa, o político e profissional que eu admiro. É uma pessoa íntegra, honesta e responsável”, afirmou a ex-ministra do Mar.
António Costa sublinha que este “é um ciclo que termina” e que irá informar o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de “quem exercerá o cargo nestes dois meses”, até às eleições legislativas agendadas para 30 de janeiro.
Após ser conhecido que o motorista que conduzia o carro que matou um homem na A6 foi acusado pelo MP de homicídio por negligência, Cabrita lembra a “lealdade” e “solidariedade” do primeiro-ministro, António Costa, e, por isso, não pode permitir “que este aproveitamento absolutamente intolerável seja usado para penalizar a ação do governo contra o…
O advogado afirmou que a “situação ainda é muito traumática” e que a “justiça passa sempre por uma compensação digna a estas duas adolescentes [filhas da vítima] e à viúva, que ficaram sem o principal meio de sustento”, após o atropelamento mortal na A6.
Acusação indica que o arguido “conduzia, naquela ocasião e lugar, veículo automóvel em violação das regras de velocidade e circulação previstas no Código da Estrada”.
No que toca à notícia avançada pela CNN Portugal acerca da promoção de mais de 50 chefias do SEF após o anúncio da sua extinção, Eduardo Cabrita disse estar estupefacto e questionou como é possível dar-se uma “notícia tão ignorante”.
Interrogado sobre as questões que continuam sem resposta, nomeadamente a velocidade em que seguia o veículo, Cabrita foi claro: “Essa pergunta não é a mim que me é dirigida”, considerou.
A prática habitual é essa, quaisquer que sejam os atores – as viaturas dos elementos do Governo andam a velocidades excessivas, como se os governantes fossem cidadãos acima da lei.
O ministério lembra que os anos anteriores haviam registado um reduzido número de cursos de formação, o que levou a “uma diminuição significativa de novos chefes e a um acentuado envelhecimento nesta carreira”.
A questão ia ser debatida na AR. E deve ter sido. Mas será que se justifica?
“Esta família tem direito a que os tribunais não distorçam a lei”, declara José Joaquim Barros, advogado da família de Nuno Santos. O profissional garante pedir o levantamento do segredo de justiça em dezembro se nada mudar até lá.