A reunião da obra poética de Eugénio de Andrade é um convite demasiado apetecível a tentar e falhar, uma vez mais, no esforço de explicar a graça de um poeta que é o vagabundo de qualquer jardim, e o rei desse “instinto da diferença” que permite captar a brevidade de um instante de esplendor
Poeta de inegável presença canónica na poesia portuguesa do século XX, Eugénio de Andrade fez das palavras o ofício de uma vida e da poesia uma «arte de música». Faria hoje 94 anos.