Esta antiga capital colonial, onde edifícios majestosos jazem em ruínas, numa ilha que é um paraíso, é um depósito da história guineense. Falta energia, água, transportes, mas vive-se em paz, num clima que parece uma estufa, onde basta estender a mão a uma árvore para se comer.
As ferozes disputas da política guineense faziam da visita do Presidente um campo minado, mas isso não impediu o clima de festa.
Presidente da República português condecorado com medalha Amílcar Cabral.
É a primeira visita oficial de um chefe de Estado português em 32 anos e não faltaram guineenses a saudar Marcelo à chegada a Bissau. Das ruas ao mercado, o entusiasmo é palpável.
‘Portugal tem de ser a porta de entrada da Guiné-Bissau na UE’, diz Umaro Sissoco Embaló ao Nascer do Sol, na véspera da chegada do Presidente português.
Em Bolama, cidade histórica da Guiné-Bissau (capital da antiga colónia portuguesa até 1941) existem os maiores marcos culturais e arquitetónicos do país.
O contrato para a gestão da EAGB foi suspenso unilateralmente pelo Governo guineense depois de os trabalhadores do consórcio português passarem para o regime de teletrabalho, na sequência da pandemia.
Delegação tem também como objetivo “inteirar-se da situação dos cidadãos guineenses” em Portugal.
Serão mantidos apenas os voos essenciais de e para o Brasil, PALOP e os EUA. Os passageiros vindos dos últimos dois destinos terão de apresentar testes negativos à covid-19.
Em África está tudo por acontecer, garante Adelino da Costa. Depois de passar pelo bairro das Marianas, em Carcavelos, e de conquistar os ringues de Nova Iorque, o campeão está de volta a casa. Agora, sonha transformar a sua Guiné-Bissau natal com o ecoturismo, sobretudo nas ilhas Bijagós, um paraíso perdido no meio do Atlântico.
As doações dos portugueses em dinheiro, para combater a covid-19, são “um desperdício”, declarou um dos dois primeiros-ministros guineenses, que disputam o país.
Está em curso um golpe de Estado na Guiné-Bissau liderado por Embaló.
Umaro Sissoco Embaló demitiu o Governo, apesar de ainda estar a ser apurado se houve fraude nas eleições presidenciais que venceu. Os militares já tomaram o Palácio do Governo.
Umaro Sissoco Embaló ganhou as eleições presidenciais guineenses contra o candidato do PAIGC, Domingos Simões Pereira, que recusou aceitar a derrota.
Eleito com 53,55 % dos votos.
O candidato do PAIGC, Domingos Simões Pereira, teve 40,13% dos votos nas eleições de domingo, enquanto o seu adversário, Umaro Sissoco Embaló, do Madem-G15, obteve 27,65%.
Ainda assim, o primeiro-ministro assegura que “não serão as eleições, de forma mágica, a resolver os problemas do país”, que tem um histórico de instabilidade e golpes de Estado.