Às 23h15 de 21 de novembro de 2014, o antigo primeiro-ministro era detido no aeroporto de Lisboa. «Hoje vamos fazer História, prometera horas antes Paulo Silva, o líder da operação. E cumpriu. Pré-publicação de um excerto do 2.º capítulo do livro Caso Sócrates – O Julgamento do Regime, de Felícia Cabrita e Joaquim Vieira, que…
A 21 de novembro de 2014, quando se sentou no lugar 23C do Airbus da Air France com destino a Lisboa, há muito que José Sócrates não sabia o que era viajar em classe turística. E tinha todos os motivos para estar apreensivo. Excerto do primeiro capítulo de “Caso Sócrates – O Julgamento do Regime”,…
A operação fracassou um ano depois de ter sido lançada, mas Belmiro culpou Sócrates pelo desfecho.
Para o antigo primeiro-ministro socialista, a guerra ao terror está a multiplicar o terrorismo e a desumanizar-nos.
Para esconder o facto de ser proprietário do apartamento na Av. Président Wilson, José Sócrates fez um falso contrato de arrendamento com Carlos Santos Silva. Mas a tramoia foi descoberta – e uma conversa em que dá ordens ao amigo não deixa dúvidas sobre quem é o dono da casa.
“Os senhores procuradores decidiram inventar”
Felícia Cabrita investigou em Benguela movimentos suspeitos de dinheiro entre a família de Sócrates e o grupo BES. A jornalista não passou despercebida aos homens de Ricardo Salgado, que a chegaram a confundir com Ana Bruno.
Foi afastada da TVI por ser uma voz inconveniente para o governo de José Sócrates e agora faz a sua leitura da Operação Marquês
Na última entrevista que Sócrates deu a uma televisão, o jornalista Vítor Gonçalves perguntou-lhe: ‘Como é que o senhor hoje vive e como paga as suas despesas?’. O SOL desvenda esse mistério e revela um financiador improvável: Francisco Pinto Balsemão.
Na última entrevista que Sócrates deu a uma televisão, o jornalista Vítor Gonçalves perguntou-lhe: “Como é que o senhor hoje vive e como paga as suas despesas?”. O SOL desvenda esse mistério e revela um financiador improvável: Francisco Pinto Balsemão.
Os advogados do antigo primeiro-ministro pediram à Comarca para acabar com a situação de “enorme ilegalidade” em que se encontra a Operação Marquês.
José Sócrates tinha uma ‘corte’, que incluía familiares e amigas, a quem pagava muitas despesas. Os pagamentos começaram a ser feitos pelo primo João Paulo, o seu primeiro testa-de-ferro, como explicámos na semana passada. Mas em consequência do caso Freeport, o primo ficou muito exposto e as contas em nome deste passaram todas em 2008…
“O Mal que Deploramos – O Drone, o Terror e os Assassinatos-Alvo’ terá sido escrito por Domingos Farinho, o homem que, segundo o MP, está também por trás do primeiro livro do ex-primeiro-ministro.
Uma 1.ª página do SOL em abril de 2013 desencadeou uma série de telefonemas entre Sócrates e os seus primos – não podiam sair notícias que suscitassem curiosidade em relação aos seus negócios. Convictos de que conseguiriam controlar a imprensa, acreditavam que a solução passava por silenciar a autora do artigo.
Um dos mistérios da Operação Marquês era o porquê de todo o dinheiro de Sócrates estar nas mãos de Carlos Santos Silva. Na verdade, o primeiro depositário das ‘luvas’ foi o primo direito de Sócrates, José Paulo Pinto de Sousa.
Tese foi escrita em português e não em francês, como Sócrates afirmou.
Sócrates enganou muita gente e achava que conseguiria enganar toda a gente. Mas há sempre um momento em que a história funciona ao contrário. Foi o que aconteceu na relação com Sandra Santos, uma mulher que conseguiu extorquir-lhe mais de 100 mil euros. A relação entre ambos durou de 2006 a 2014.
“Nunca invoquei qualquer título profissional que não me pertença”, referiu o antigo primeiro-ministro.