O autor que se destacou pela “trilogia universitária”, composta pelos romances A Troca: Uma História de Duas Universidades (1975), O Mundo é Pequeno (1984) e Um Almoço Nunca é de Graça (1988), morreu no primeiro dia do ano novo, a menos de um mês de completar 90 anos.
Nenhum historiador de arte ortodoxo, nenhum perito, nenhum conservador de museu, seria capaz de escrever linhas com este grau de sensibilidade, de subtileza – e de verdade.
Tendo levado uma vida dupla enquanto reputado académico e romancista best-seller, Lodge veio a provar nos seus ensaios que o elemento cómico não nascia de uma compulsão trocista, mas mergulhava fundo na tradição literária e era uma forma de exorcizar um certo desencanto e deceção com a vida moderna.
E o rigor obriga também a que se puna a falta, a falha de todos quantos operam no sistema…
Morreu, de forma pacífica, em casa. Recorde a entrevista que o escritor deu ao jornal i, há uns anos.
Poesia, ensaio, biografia, memórias, história – e literatura pura e dura. Com o ano a terminar, propomos uma seleção de 16 títulos que pretende oferecer uma espécie de carta náutica para ajudar a navegar no grande oceano das propostas editoriais de 2024.
As efemérides passaram a dominar todos os balanços, e recaímos num constante furor celebratório, um ambiente de campanha em que se deita mão de qualquer vulto ou acontecimento, de modo a que esse quadro de moleza intelectual possa sempre dar uma ideia de dinamismo.
Cristina Carvalho quer saber para ‘onde vão morrer os poetas’ e Yeats serve-lhe como móbil para uma questão maior…
Teresa Carvalho escolhe cinco títulos que considerou especialmente relevantes este ano, mas sem querer propô-los como os melhores do ano.
Em 1904, Macedonio Fernández começou a alinhavar um ‘romance-museu’ em que trabalharia até à data da sua morte e que, segundo o seu testamento, deveria ser publicado em segredo. Essa obra mítica do escritor venerado e plagiado por Borges acaba de chegar-nos da forma mais clandestina possível.
Em 1924, Panait Istrati (1884-1935) estreia-se com a novela Kyra Kyralina, convidando o leitor a demorar-se nas margens do Oriente, nos seus rios, no seu erotismo, especiarias e perfumes, a percorrer os seus bazares movimentados, as ruelas labirínticas e perigosas de Braila, e conhecer as suas odaliscas perversas e sedutoras.
Estas novas edições contam com a colaboração do professor de literatura brasileira e especialista em literatura lusófona Carlos Mendes de Sousa
«Die Zeit is ein sonderbar ding» – «o tempo é uma coisa estranha», canta Marschallin na ópera cómica O Cavaleiro da Rosa
A LUZ esteve à conversa com a escritora e jornalista norte-americana Lili Anolik, de 46 anos, que decidiu explorar as vidas paralelas dos ícones literários Joan Didion e Eve Babitz. O resultado final desta investigação pode ser lido no livro Didion & Babitz, que foi lançado este mês e ainda não está traduzido para português.
Dostoiévski, Tolstoi, Musil, Mann e Faulkner: Ferrante mete-os a todos num chinelo…
1928-2024. A história de uma das crianças resgatadas pelo Kindertransport.