“O medo não tem lugar no coração de um povo que escolheu ser livre”, disse María Corina Machado à Forbes em março de 2024. “Que o medo tenha medo de nós – porque juntos somos imparáveis, e a hora é agora”. Hoje, parece que, de facto, o medo mudou de lado
A incerteza sobre a viagem adensou-se após, em novembro, o procurador-geral da Venezuela ter declarado que a dirigente seria considerada uma “fugitiva” caso abandonasse o país para receber o prémio
“A luta pela democracia, por eleições livres e pelos direitos humanos é a matéria-prima da paz. A coragem e a audácia de María Corina Machado são o fermento da paz – de uma paz justa e democrática”, afirmou o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.
Distinção deve-se ao “trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e pela sua luta em prol de uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.
Corina Machado, num vídeo partilhado nas redes sociais, garantiu estar «bem e segura».
A cara da luta contra o regime chavista de Maduro tece duras críticas ao Embaixador português em Caracas após apelo à equidistância
As detenções são também mais um prego no caixão do Acordo dos Barbados, no qual os Estados Unidos se comprometeram em levantar sanções aos setores do petróleo e do gás venezuelanos em troca da garantia de Caracas que levaria a cabo um processo eleitoral democrático.
María Corina Machado acusa ‘Maduro e o seu sistema criminoso de escolheram o pior caminho: umas eleições fraudulentas’.