“Introduzir [no IRS] um quociente familiar que entre em linha de conta com o número de filhos”, baixar os preços da água para as famílias numerosas, incentivar o trabalho em part-time dos pais e dar apoios aos avós que cuidam dos netos. São ideias que constam de um relatório elaborado em Novembro de 2007 por…
O secretário-geral do PS disse hoje que o Governo tem sido “anti-família e anti-natalidade”, a propósito do estudo apresentado na terça-feira para combater a baixa taxa de natalidade verificada em Portugal nos últimos anos.
O grupo de trabalho liderado por Joaquim Azevedo entregou hoje a Pedro Passos Coelho um conjunto de ideias para combater o défice demográfico. Benefícios fiscais para pais e avós e apoios à contratação de grávidas e pais de crianças até três anos estão entre as ideias apresentadas.
O primeiro-ministro pediu hoje entendimento e compromisso dos agentes políticos, económicos e sociais para uma estratégia “verdadeiramente nacional” para resolver os problemas da natalidade e do desemprego, garantindo que Portugal tem um nível de protecção social muito elevado.
Portugal registou menos 7.054 nascimentos em 2013, ano em que a queda do número de mortes foi menos acentuada (1.055), agravando o envelhecimento da população, segundo estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgadas.
Especialistas da Universidade de Coimbra defendem que a quebra da natalidade se deve a obstáculos económicos, rejeitando “o mito” de uma crise da família e da “questão motivacional”.