O movimento “Não TAP os olhos” apela à participação de todos os portugueses na concentração de sábado no aeroporto de Lisboa para demonstrar ao Governo o descontentamento face à decisão de privatizar a companhia aérea.
O ministro da Economia garante que a venda é a única solução para a companhia não definhar. Pires de Lima admite reverter o negócio se os compradores não cumprirem caderno de encargos.
O que junta Luís Filipe Vieira, Francisco Louçã, Manuel Alegre e António-Pedro Vasconcelos? A TAP, ou antes, o facto de estarem contra a privatização da companhia aérea.
O novo dono da TAP terá de manter em Portugal a sede, a direcção, o ‘hub’ e o estatuto como companhia de bandeira durante pelo menos dez anos, segundo o acordo alcançado entre nove sindicatos, Governo e empresa.
A proibição de avançar com despedimentos colectivos nos dois anos e meio após a venda da TAP abrangerá todos os trabalhadores e não apenas os que estejam afectos aos nove sindicatos que assinaram um acordo com o Governo.
O Governo Regional dos Açores negou hoje ter intenção de privatizar a SATA em 2017, mas admitiu que a companhia aérea poderá ter necessidade de recapitalização.
A estrutura de Sindicatos do Grupo TAP vai pedir “de imediato” e “com carácter de urgência” uma reunião ao secretário-geral do PS, António Costa, sobre a privatização da transportadora aérea que considera ser “altamente lesiva” para o país.
O decreto-lei que estabelece a reprivatização da TAP foi hoje publicado em Diário da República, um dia depois de promulgado pelo Presidente da República, pelo que a venda da transportadora pode avançar a partir de sexta-feira.
O primeiro-ministro associou hoje o PS à privatização da TAP, referindo decisões de anteriores governos socialistas e defendendo que o programa de resgate impunha a venda da empresa, e afirmou que esse processo vai até ao fim.
O dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e dos Aeroportos Paulo Duarte disse hoje que a greve marcada para o final do ano se irá manter na sequência da recusa do Governo de suspender a privatização da empresa.
O ministro da Economia, Pires de Lima, garantiu hoje que o processo de privatização da TAP vai avançar independentemente da posição da plataforma sindical da transportadora aérea sobre a greve marcada para o final de Dezembro.
O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, recomendou ontem “pouca demagogia” e “alguma prudência” em relação ao “assunto da TAP”, aludindo em especial ao PS, e lembrou tratar-se de “uma empresa muito importante” para Portugal.
O presidente da TAP, Fernando Pinto, defendeu hoje que existem bons candidatos à privatização da companhia aérea, relançada pelo Governo em Novembro, adiantando que tem informações de que “pode haver” novos candidatos.
O administrador da TAP, Luiz Mor, defendeu a necessidade de concretizar a privatização, numa altura em que o negócio da companhia aérea tem sofrido com quebras na receita média, sobretudo nos seus principais mercados, Brasil e Portugal.
O presidente da Associação Portuguesa dos Agentes de Viagens e Turismo (APAVT) apelou ao Governo que evite uma “privatização apressada” da TAP.
Os trabalhadores da TAP, a quem foram destinados 5% do capital no âmbito do processo de privatização agora relançado, estão contra a venda da companhia portuguesa, que apelidam de “opção errada e aventureira” e que consideram ser “um crime”.
O ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou hoje acreditar que o processo de privatização da TAP poderá estar concluído no final do primeiro trimestre de 2015 ou no início do segundo trimestre.
A ministra das Finanças afirmou hoje que se a TAP não for privatizada “está condenada a desaparecer”, porque não pode ser capitalizada pelo Estado, e garantiu que a venda só será concretizada com quem demonstrar capacidade de gestão.