Responsáveis do setor do alojamento e restauração dizem que as medidas causam muitas dúvidas. Empresários tentam fazer o que podem mas falam em perdas e portugueses fazem férias, mas com outros cuidados.
Associação Nacional de Restaurantes mostra prejuízos criados pela medida, fala em muitas dúvidas de empresários e clientes e pede suspensão de testes nos espaços de restauração.
Documento é condição para acesso a restaurantes nos concelhos de risco elevado e muito elevado. O regime contraordenacional prevê multas entre os 100 e os 500 euros para uma pessoa individual e os 1.000 e 10.000 para pessoas coletivas.
Associação Nacional de Restaurantes diz que os espaços de restauração já contam com “demasiadas regras e restrições”. Se a medida for para a frente, “deverá ser progressiva e acompanhada por uma mudança da matriz de risco”.
O objetivo é estimular a economia, principalmente nos setores mais afetados pela pandemia: alojamento, restauração e cultura. Mas há uma série de passos a cumprir e regras a seguir.
A PRO.VAR – Associação Nacional de Restaurantes enviou uma carta ao primeiro-ministro a solicitar uma audiência urgente. Pretendem discutir “as preocupações e sugestões” relacionadas com as “incongruências entre as restrições impostas pela DGS” face aos eventos futebolísticos, bem como apresentar propostas para o período de retoma.
AHRESP diz que deve prevalecer o “risco da tarefa”.
O alívio das restrições trouxe alguma esperança aos empresários da restauração e do alojamento turístico, mas os problemas do passado ainda são uma realidade e são milhares as empresas que não vão conseguir recuperar para já. Muitas insolvências estão em cima da mesa. AHRESP e Pro.var mostram-se preocupadas com a situação.
Aos 40 anos, o chef Alexandre Silva lidera restaurantes icónicos da cidade de Lisboa como o Loco e o Fogo. A pandemia veio fechar as portas – temporariamente – aos projetos, e foi preciso ‘passar a ouvir a razão’, para manter-se à tona. Para a (re)abertura, há otimismo quanto baste, mas mantém-se alguma apreensão.
Associação congratula ainda o Governo pela mudança na data da última fase de desconfinamento.
Anúncio do fim do estado de emergência e diminuição na incidência de casos são as justificações que levam a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal a endereçar este pedido ao Governo.
AHRESP apela por reforço dos apoios do Estado. INE confirma quebra de 90,5% dos proveitos oriundos do alojamento turístico em fevereiro.
Os empresários dos estabelecimentos da restauração já se manifestaram preocupados com o incumprimento por parte de muitos clientes do uso da máscara nas esplanadas.
Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor diz ter “detetado um conjunto de fatores que prejudicam o consumidor no decorrer da utilização dos seus serviços”.
Associação Nacional de Restaurantes diz que “situação apresentada apenas serve para remediar e injetar alguma liquidez nas empresas”.
Associação reuniu com o Governo e desafia à criação de um gabinete de crise. “O cenário apresentado é de rotura”, garante Daniel Serra.
De acordo com o inquérito da AHRESP relativo ao mês de fevereiro, mais de metade das empresas da restauração e similares diz estar com a atividade totalmente encerrada. No caso do alojamento turístico, 27% tem a atividade suspensa.
Um grupo de empresários da restauração e da animação noturna vai avançar com um processo em tribunal contra o Estado português. A garantia foi dada pela advogada Joana Alves de Oliveira ao Nascer do SOL e pedem uma indemnização pelos danos causados.