Inês de Medeiros foi deputada pelo PS durante seis anos. Em janeiro de 2016 aceitou o desafio de assumir a vice-presidência da Fundação Inatel, um convite que trazia consigo o cargo de diretora do Teatro da Trindade. Um teatro que, nos últimos anos, vivia arredado do seu legítimo lugar – e não haveria melhor momento…
A partir do foyer, e durante 50 minutos, Beatriz Batarda conduz um percurso pelo São Luiz Teatro Municipal, acompanhada pelo texto criado por Miguel Loureiro e inspirado na mítica Sarah Bernhardt
Falámos com Miguel Seabra, director artístico da companhia que celebra este ano um quarto de século de existência e que tem como assinatura a sua capacidade de compromisso com o público em fazer de cada espectáculo o melhor
Na celebração dos seus 25 anos, o Meridional tem em curso uma programação que devolve ao teatro um papel decisivo e urgente numa sociedade em que o vínculo entre os homens assenta cada vez mais sobre miragens
“Aqui vos dou uma novidade em primeira mão”
Acolheu a vida íntima de um largo leque de personagens, do bobo ao rei, do inspector ao ladrão, de Santo António, entre girls, às figuras com pés de barro da vida nacional. Todas lhe infundiam medos muitos enquanto não chegava o público. «Onde não há público não há êxito», costumava dizer.
Jacinto Durães, de 44 anos, morreu esta segunda-feira vítima de doença.
“O Teatro da Cornucópia acaba no princípio do ano, na realidade já acabou. (…) A empresa dissolve-se nos próximos dias, dependendo apenas de procedimentos legais que terá de cumprir”, lê-se num comunicado que acaba de chegar às redações, assinado pelos diretores da companhia, Luís Miguel Cintra e Cristina Reis.
Na tarde em que Luís Miguel Cintra apresentava o último espetáculo da companhia que fundou há mais de 40 anos, Marcelo fez-se protagonista de um outro que ele próprio encenou, em frente às televisões, com um apelo ao ministro da Cultura para que salve a Cornucópia, que de pouco deverá servir. Sobra Apollinaire para citar.
Luís Miguel Cintra explica o fim da companhia com os cortes nos apoios do Estado à companhia nos últimos anos, que obrigam a novos modelos de gestão a que a Cornucópia “dificilmente” se habituaria. Última apresentação é este sábado.
Somos o quê? Pergunta de quem acabou de completar 75 anos de carreira com um anúncio do regresso aos palcos, ao mais especial de todos, o do Teatro Nacional D. Maria II, onde nos encontramos e onde se estreou Eunice Muñoz aos 13 anos com “Vendaval”, mandada chamar por Amélia Rey Colaço.
Estreia hoje no Teatro Aberto uma peça que desorienta o público, lhe retira o chão, à medida que se vê puxado para a derrocada de um homem que deixou de poder confiar na sua própria mente
Intenso, feroz, indomável, irreverente – da estirpe dos provocadores, cómico e trágico, absoluto, desconcertante, único. Gostava de se definir como “apenas um actor de teatro”, mas foi muito mais do que isso. Foi um provocador talentoso, um agitador de vontades adormecidas, um extraordinário (re)criador diante do qual o país fica sempre aquém. Duas décadas passadas…
Que nunca basta. Quando o teatro é mais urgente que nunca, não para ser político, antes para interromper a realidade. Que bem precisa
Uma peça sobre os confrontos que ocorreram numa cidade do Sul da Alemanha nas vésperas da ascensão dos nazis ao poder serve à Companhia de Teatro de Almada para traçar um paralelo com as convulsões sociais e políticas que hoje se vivem por toda a Europa
Marco Martins encena a peça de Jean Genet, e responde às suas enormes reservas face ao teatro moderno, contando para isso com monumentais desempenhos de Beatriz Batarda e Sara Carinhas
Aproveite as sugestões para um fim de semana em grande, de Braga a Lisboa, sem esquecer o Porto.