As primeiras doses da vacina da Janssen chegariam a Portugal esta semana, mais concretamente na próxima quinta-feira. Num esclarecimento enviado ao i, o Infarmed confirmou que o país não vai receber para já o fármaco.
Decisão surge poucas horas depois de o regulador norte-americano ter recomendado suspensar a vacinação do fármaco no país após terem sido registados seis casos de coágulos sanguíneos.
Portugal irá receber, na quarta-feira, 30 mil vacinas da farmacêutica Janssen, que pertence ao grupo Johnson & Johnson.
Segundo a responsável pela tutela da saúde europeia, “isto ajudará a acelerar o acesso dos cidadãos às vacinas”, num momento em que apenas 6,8% dos adultos europeus têm a vacinação completa.
Vacinação deverá ter início na semana de 19 a 25 de abril.
“Todas as vacinas usam a mesma proteína, pelo que do ponto de vista da imunologia, à partida, será equivalente a resposta imunitária induzida com uma vacina de uma marca diferente”, afirma Luís Graça, membro da Comissão Técnica de Vacinação contra a covid-19.
O diretor do Centro de Controlo de Doenças da China, Gao Fu, reconheceu, em conferência de imprensa, que as vacinas “não têm taxas de proteção muito elevadas”.
Um dos dois lotes precisa ainda de ser testado, indicou a farmacêutica anglo-sueca.
EMA espera que se comece a utilizar esta vacina “nas próximas semanas”.
Vários países decidiram traçar limites e não administrar a vacina abaixo de certas idades.
ARS Norte não revela qual foi a vacina administrada.
A vacinação de pessoal docente e não docente foi adiada “uma semana”. Foram registados dois casos de tromboembolismos no país, mas apenas um com ligação à vacina da AstraZeneca.
Sem consenso e sem recomendações fechadas por parte da Agência Europeia do Medicamento, cada país tomará a sua decisão. Inglaterra restringiu uso da vacina abaixo dos 30 anos e apresentou uma análise de risco/benefícios por faixa etária. Espanha invoca princípio de precaução e vacina só deverá ser dada a quem tem entre 60 e 65 anos.…
O ator pertence à lista de multimilionários da Forbes 2021.
Jens Spahn justificou a sua decisão ao explicar que a Comissão Europeia tinha anunciado que não negociaria em nome do bloco comunitário a compra do fármaco Sputnik V, ao contrário do que tem vindo a fazer com outras vacinas.
EMA divulgou lista de sintomas de alerta após toma da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca que devem levar a procurar “assistência médica imediata”.
EMA conclui que eventos tromboembólicos associados a baixa de plaquetas devem ser considerados um efeito secundário raro da vacina inglesa e apela que sintomas após imunização sejam vigiados. Decisões sobre uso de cada vacina na mão de cada país.
“A Comissão Europeia e a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia apelaram a todos os Estados-membros para que procurem uma posição o mais coordenada possível na UE”, lê-se num comunicado divulgado pela presidência portuguesa da União Europeia.